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报告摘要
Resumo do Boletim Macro IBRE - Fevereiro de 2017
Core Content
O Boletim Macro IBRE de Fevereiro de 2017 analisa o cenário econômico brasileiro, destacando uma recuperação econômica lenta, impulsionada por fatores externos e internos, mas ainda com desafios significativos. O documento aborda os principais setores da economia, as expectativas de empresários e consumidores, o mercado de trabalho, a inflação e a política monetária e fiscal.
Main Points
1. Nível de Atividade Econômica
- A economia brasileira enfrenta uma recuperação econômica lenta.
- O PIB do Brasil prevê uma queda de 3,6% em 2016 e uma expectativa de crescimento de 0,4% em 2017, com projeção de aceleração até o final do ano, atingindo 2,5% no quarto trimestre.
- A agropecuária e a indústria extrativa mineral são as principais contribuintes para o crescimento em 2017.
- A produção industrial permanece estagnada em níveis baixos, com expectativa de recuperação gradual.
- As vendas no varejo continuam frágeis, apesar de melhorias pontuais, e devem apresentar queda menor em 2017.
2. Expectativas de Empresários e Consumidores
- Os índices de confiança subiram em janeiro, sugerindo uma possível recuperação da recessão.
- A confiança dos empresários e consumidores retorna aos níveis de setembro do ano anterior, mas ainda não indica uma fase de crescimento sólida.
- A queda da inflação e a redução dos juros reais contribuem para a melhora da confiança.
- A incerteza política e econômica ainda persiste, e pode neutralizar eventuais melhorias.
3. Mercado de Trabalho
- A taxa de desemprego teve uma pequena elevação em dezembro de 2016, mas apresenta sinais de redução gradual ao longo de 2017.
- O CAGED registrou queda de empregos formais em dezembro, mas após ajuste sazonal, mostrou crescimento de 16 mil vagas.
- O mercado de trabalho prevê uma recuperação lenta e gradual ao longo de 2017 e 2018.
- O crescimento da PEA (População Economicamente Ativa) será um fator importante para a redução do desemprego.
- A PO (População Ocupada) e a renda real devem crescer a partir do terceiro trimestre de 2017.
4. Inflação
- O IPCA de janeiro de 2017 foi de 0,38%, o menor valor da série histórica, indicando uma redução significativa da inflação.
- O primeiro trimestre de 2017 deve acumular uma inflação inferior a 1,5%, bem abaixo do mesmo período de 2016.
- A queda dos preços dos alimentos e a regularidade da oferta de grãos e produtos agrícolas são os principais fatores que contribuem para a estabilidade da inflação.
- A recessão e o baixo crescimento da demanda agregada também desaceleram a inflação.
Key Information
- Commodities: Aumentaram significativamente em preço, beneficiando a balança comercial e a confiança dos agentes econômicos.
- Câmbio e Juros: A taxa de câmbio caiu, e os juros longos reduziram-se, facilitando a gestão financeira das empresas.
- Reforma da Previdência: Aprovada e enviada ao Congresso, mas ainda com incertezas políticas.
- FGTS: A liberação de saques das contas inativas deve dar um impulso moderado ao consumo.
- Pauta Fiscal: O orçamento de 2017 foi baseado em premissas que não correspondem às projeções atuais, exigindo revisão das receitas e despesas.
- Cenário Internaçonal: A política econômica de Trump trouxe maior apetite por risco, beneficiando o Brasil com alta das commodities e melhora no ambiente de investimento.
Conclusão
O Brasil está em um caminho de recuperação econômica, mas com limitações significativas. A confiança dos agentes econômicos está em ascensão, mas ainda não é suficiente para indicar uma fase de crescimento consistente. A inflação apresenta sinais de estabilização, mas os desafios fiscais e de mercado de trabalho continuam a ser os principais obstáculos para uma recuperação mais robusta. A reforma da Previdência e a melhora da atividade industrial e agropecuária são fundamentais para o crescimento sustentável da economia no curto e médio prazo.
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