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报告摘要
Resumo do Boletim Macroeconômico - Junho de 2018
Core Content
O Boletim Macroeconômico de junho de 2018 destaca a piora do cenário econômico brasileiro, com diversos riscos acumulados que impactam a atividade econômica, a confiança dos agentes e a política monetária. Agravam-se os desafios internacionais e os riscos eleitorais, enquanto a greve dos caminhoneiros teve impactos significativos no curto prazo.
Main Points
1. Atividade Econômica
- Desempenho do PIB: O PIB do primeiro trimestre de 2018 foi mais fraco que o esperado, mas os indicadores de abril foram melhores do que as expectativas do mercado.
- Impacto da Greve: A greve dos caminhoneiros em maio causou um forte arrefecimento da atividade, com quedas significativas no PIB-PF (-8,6% MsM), PMC ampliada (-2,9% MsM) e IBC-Br (-3,8% MsM).
- Projeções: O crescimento do PIB para 2018 foi revisado para 1,9%, contra 2,3% anteriormente. Para o segundo trimestre, prevê-se crescimento de +0,7% TsT e +1,7% AsA, com viés de baixa.
- Fatores Negativos: A greve combinada com o ambiente de incerteza política e externa pressiona a atividade econômica, reduzindo o crescimento e aumentando a volatilidade.
2. Expectativas de Empresários e Consumidores
- Redução de Confiança: Os índices de confiança dos empresários e consumidores recuaram em maio, voltando aos níveis do último trimestre de 2017.
- Impacto da Greve: A greve causou uma desaceleração temporária na atividade, impactando negativamente a confiança e as expectativas.
- Pessimismo: A desaceleração da atividade e a incerteza eleitoral contribuíram para um clima de pessimismo, com expectativas mais cautelosas de investimento e consumo.
3. Mercado de Trabalho
- Taxa de Desemprego: A taxa de desemprego medida pela PNADC foi de 12,9% em abril, com uma leve queda em relação a março.
- CAGED: O CAGED mostrou uma tendência de recuperação gradual do emprego formal, apesar do impacto negativo da greve.
- Discrepancia: Houve uma discrepância entre os dados do CAGED e da PNADC, que pode ser reduzida com a inclusão de vínculos públicos na PNADC.
- Projeções: O desemprego pode subir a 10,9% no final de 2018, e o saldo do CAGED pode ser revisado para 524 mil vagas no ano.
4. Inflação
- Cenário de Inflação: A inflação acumulada em 12 meses atingirá 4,2% no segundo trimestre de 2018, com pressão de 1,20% no mês de junho.
- Choques de Oferta: A greve dos caminhoneiros gerou choques de oferta, elevando os preços de alimentos e combustíveis.
- IPC: O IPCA de junho teve uma alta de 2,3% em alimentação no domicílio, com destaque para o aumento de preços de frango, trigo, milho e outros produtos.
- Previsões: Não são esperados movimentos inflacionários generalizados no segundo semestre, mas a taxa de inflação acumulada permanecerá acima de 4%.
5. Política Monetária
- Selic: A taxa Selic foi mantida em 6,5% a.a. no Copom posterior à greve, decisão considerada acertada.
- Risco de Alta da Inflação: Apesar do desempenho da Selic, a inflação tem pressão mais concreta devido ao ambiente macroeconômico desfavorável.
- Projeções: A inflação no final de 2019 deve permanecer em torno de 3,7% e 4,1%, mesmo com a desvalorização do dólar.
- Reação do BC: As autoridades monetárias tendem a manter a Selic estável, reagindo apenas a choques de segunda ordem.
6. Impactos Fiscais da Greve
- Setor Público: O setor público foi o maior perdedor da greve, com perdas de receita devido à redução do preço do diesel.
- Deficit Público: O deficit público em 2018 deve aumentar, afetando a sustentabilidade fiscal do país.
7. Contas Externas
- Deficit em Conta Corrente: O deficit em conta corrente para 2018 foi revisado para US$ 12,0 bi, contra US$ 15,0 bi anteriormente.
- Cenário Externo: O ambiente externo tornou-se mais desafiador, com aumento da taxa de juros dos EUA, valorização do dólar e tensões geopolíticas.
- Impacto dos EUA: As disputas comerciais com a China e outros parceiros afetam negativamente o crescimento das exportações brasileiras.
8. Cenário Internacional
- Inflação nos EUA: A inflação americana (PCE) está próxima da meta de 2,0%, e há preocupações com uma possível aceleração.
- Fatores Contenentes: A inflação nos EUA pode ser contida por expectativas inflacionárias bem-comportadas e avanços tecnológicos.
- Impacto nos Emergentes: O cenário internacional não parece evoluir para uma situação de inflação e juros mais altos, o que seria pior para os países emergentes.
9. Conclusão
- Riscos Agravados: O cenário macroeconômico do Brasil piorou, com riscos eleitorais, greve e ambiente externo desfavorável.
- Necessidade de Reformas: A incerteza política e a falta de agenda de reformas comprometem a solvência fiscal e a confiança dos agentes.
- Previsões: A economia brasileira enfrenta um desafio significativo em 2018, com projeções de crescimento reduzidas e inflação acima da meta.
Key Information
- Crescimento do PIB 2018: Reduzido para 1,9%, contra 2,3% anteriormente.
- Inflação Acumulada 12 Meses: Projetada em 4,2%, com pressão de 1,20% no mês de junho.
- Deficit em Conta Corrente: Estimado em US$ 12,0 bi para 2018.
- Greve dos Caminhoneiros: Teve impacto significativo na atividade econômica, reduzindo a confiança e a projeção de crescimento.
- Confiança dos Agentes: Recuou em maio, voltando aos níveis do último trimestre de 2017.
- Mercado de Trabalho: Apesar da greve, há uma tendência gradual de recuperação do emprego formal.
Summary
O boletim macroeconômico de junho de 2018 destaca uma piora no cenário econômico brasileiro, impulsionada por greves, eleições e pressões externas. A atividade econômica sofreu um forte arrefecimento em maio, com projeções revisadas para o crescimento do PIB. A inflação, apesar de pressionada, não deve atingir níveis extremos no segundo semestre, mas permanecerá acima da meta. A política monetária segue estável, com a Selic mantida em 6,5% a.a., e há riscos de crise de confiança devido à fragilidade fiscal e à incerteza política. As contas externas também se deterioraram, com um deficit em conta corrente menor, mas ainda elevado. A greve dos caminhoneiros teve impactos significativos, mas os indicadores de confiança e emprego sugerem uma recuperação gradual, embora incerta.
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