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报告摘要
Resumo do Boletim Macro IBRE - Março de 2017
1. Core Content: Normalização da Economia
O Boletim Macro IBRE destaca sinais de normalização da economia brasileira em 2017, embora a recuperação seja lenta e sujeita a turbulências. A recessão iniciada em 2014 ainda persiste, com a economia em contração acumulada de -3,6% em 2016. No primeiro trimestre de 2017, o PIB é previsto para crescer 0,3% (TsT) ou -1,4% (AsA), com a agropecuária e as indústrias de transformação e extrativa mineral sendo os principais motores do crescimento. Em 2018, o PIB deverá crescer 2,3%, indicando uma recuperação mais ampla.
A atividade econômica ainda enfrenta desafios, como a desaceleração do consumo e do investimento, com expectativas de melhora a partir do segundo trimestre. A redução da inflação e dos juros, aliada à liberação de recursos do FGTS, contribui para a melhora do clima econômico, mas a incerteza política e fiscal continua a limitar o otimismo.
2. Main Points:
- Pib: A queda do PIB no ano passado foi confirmada, mas o primeiro trimestre de 2017 mostra sinais de recuperação, especialmente no setor agropecuário.
- Agropecuária: É o principal setor de crescimento em 2017, com projeção de 8,0% (TsT) no primeiro trimestre. Seu desempenho é crucial para o desempenho geral da economia.
- Indústria e Extrativa: Mostram sinais de expansão, mas ainda estão distantes dos níveis de 2013.
- Consumo: Continua em terreno negativo no primeiro trimestre, mas deve melhorar a partir do segundo trimestre com o impacto da liberação do FGTS.
- Investimento: O setor da construção civil ainda apresenta desempenho fraco, enquanto o investimento industrial tem um impulso positivo.
3. Key Information:
- Inflação: A taxa do IPCA em fevereiro foi de 0,33%, a menor desde 2000, com a inflação acumulada em 12 meses a apenas 0,26 pp da meta de 4,5%. A desinflação está principalmente no grupo alimentação no domicílio, mas o ritmo de queda da inflação deve reduzir-se no futuro.
- Mercado de Trabalho: Houve uma melhora no saldo de empregos formais em fevereiro, com criação líquida de 35,6 mil vagas, mas com ajuste sazonal, o saldo foi negativo (-38,3 mil vagas). A taxa de desemprego subiu para 12,6% em janeiro, mas há expectativa de uma leve redução ao longo de 2017 e 2018, com projeções de 11,6% e 11,1%, respectivamente.
- Desempenho das Contas Públicas: A arrecadação federal tem se recuperado lentamente, enquanto os gastos com transferências crescem. O deficit primário do setor público consolidado pode chegar a 2,7% do PIB, mesmo com a aprovação da PEC 95/16. Será necessário uma redução de gastos de 0,5% do PIB para atingir a meta fiscal.
- Fatores Externos: O superavit da balança comercial deve ser menor em 2017, mas o déficit em transações correntes ainda não é crítico. O ambiente internacional é considerado benigno, com redução do risco-país e baixos premios de risco.
- Confiança dos Agentes Econômicos: Os índices de confiança de empresas e consumidores subiram consecutivamente em fevereiro, sinalizando uma fase de transição entre recessão e expansão. A confiança está associada a uma possível aceleração das taxas de crescimento em 2017, mas a saída da recessão ainda é incerta.
4. Political and Fiscal Risks
- Reforma da Previdência: É considerada um divisor de águas para a economia, pois pode impactar significativamente as contas públicas.
- Fiscal: As contas públicas continuam em situação crítica, com desafios como a desaceleração da arrecadação e o crescimento dos gastos com transferências. A reforma fiscal de longo prazo, como a PEC do teto dos gastos, é vista como uma necessidade para equacionar as contas.
- Clima Político: O conflito político entre aqueles que desejam uma ruptura radical e as forças de conciliação continua a influenciar o ambiente macroeconômico.
5. Conclusão
Apesar dos sinais positivos de recuperação, o Boletim Macro IBRE enfatiza que a normalização da economia será lenta e sujeita a riscos. A reforma da Previdência e a melhoria das contas públicas são fatores-chave para o futuro. O ambiente internacional e a política monetária também contribuem para a estabilidade macroeconômica. A expectativa é de uma recuperação gradual, com a maior parte do crescimento previsto para 2018.
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