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报告摘要
Resumo do Boletim Macro IBRE - Janeiro de 2019
Core Content
O Boletim Macro IBRE de janeiro de 2019 apresenta uma análise detalhada do desempenho econômico brasileiro no final de 2018 e as projeções para o início de 2019. O documento destaca a valorização dos ativos brasileiros, a melhora na confiança dos agentes econômicos, a situação do mercado de trabalho, a inflação e a política monetária, além de aspectos internacionais e políticos que influenciam o cenário macroeconômico.
Main Points and Key Information
1. Valorização dos Ativos e Cenário Econômico
- Valorização dos ativos: O MSCI Brasil subiu 41% desde o mínimo de setembro de 2018, com forte contribuição do setor de ações e títulos públicos.
- Câmbio: A moeda brasileira valorizou-se significativamente, mantendo-se em torno de R$ 3,75/US$.
- Risco País: O CDS de 5 anos caiu de 300 pontos para 180 pontos, indicando redução da percepção de risco.
- Inflação prevista: Com o câmbio mais forte e o petróleo se estabilizando entre US$ 55 a US$ 60, a inflação deve ser mais comportada em 2019.
- Política Monetária: O Banco Central pode manter a taxa básica de juros em 6,50% a.a. por mais tempo, contribuindo para um cenário mais acomodativo.
2. Cenário de Crescimento
- Crescimento do PIB em 2018: Estimado em 1,3%, com desempenho fraco no quarto trimestre, puxado principalmente pela agropecuária e serviços.
- Projeções para 2019: O PIB deve crescer 2,3%, com contribuições positivas de todos os setores, exceto da indústria de transformação.
- Indústria: Apesar da expectativa de recuperação, a indústria enfrenta desafios como a recessão argentina e sanções comerciais, o que pode limitar seu desempenho.
- Riscos: A desaceleração global e a possível desaceleração da indústria podem impactar negativamente o crescimento.
3. Confiança dos Agentes Econômicos
- Confiança em níveis pré-recessão: Os indicadores de confiança (ICE e ICC) voltaram a níveis semelhantes aos observados antes da crise de 2014-2016.
- Expectativas otimistas: A expectativa de reformas e melhorias no ambiente econômico está elevando a confiança, especialmente após as eleições de 2018.
- Risco de desgaste: Medidas mais duras podem gerar impactos negativos no curto prazo, mas a continuidade das reformas pode impulsionar investimentos e gastos.
4. Mercado de Trabalho
- Taxa de desemprego: Em novembro, a taxa foi de 11,6%, com queda lenta e uma geração líquida de empregos formais de 420 mil no ano.
- Renda do trabalho: Crescimento real esperado abaixo de 1%, devido à baixa produtividade, alta taxa de desemprego e recuperação concentrada no setor informal.
- Salário mínimo: O reajuste nominal foi reduzido de 5,5% para 4,6%, o que não deve gerar aumento real significativo.
5. Inflação
- Inflação em 2018: Acumulou 3,75%, abaixo da meta de 4,5%, com pressão principal vindo dos preços monitorados (6,18%).
- Projeções para 2019: A inflação deve acelerar, fechando o ano acima de 4%, mas ainda dentro da meta de 4,25%.
- Preços administrados: A tarifa de energia residencial subiu 8,7% em 2018, enquanto a tarifa de transporte público pode manter a inflação em níveis próximos aos de 2018.
- Preços de produtos comercializáveis: A expectativa é de aumento de 2,7% em 2019, impulsionada pelo aquecimento da atividade e pela desvalorização cambial.
6. Cenário Internaciona
- Desaceleração global: A redução do impulso de crescimento é atribuída a uma falta de demanda, não a choques de oferta.
- Fed mais dovish: A mudança de discurso do Fed, mais fraco em relação ao aumento de juros, favoreceu os ativos de risco, incluindo os brasileiros.
- Guerra comercial: A persistência de conflitos comerciais e a possibilidade de escalada podem afetar negativamente o crescimento global e as exportações brasileiras.
- China: A perspectiva de estímulos econômicos pode ajudar a mitigar a desaceleração global.
7. Reformas e Políticas Públicas
- Reformas fiscais: A expectativa de aprovação de reformas que reduzam a dívida pública e melhorem o ambiente de negócios é positiva.
- Reforma da Previdência: É um dos focos das reformas, com grande impacto na estabilidade macroeconômica, mas também um fator de risco se não for bem implementada.
- Arrecadação federal: Cresceu acima da meta oficial, impulsionada por fatores como o câmbio mais fraco, maior valor das importações e alterações na legislação tributária.
8. Setor Externo
- Superávit da balança comercial: Em 2018, atingiu US$ 58,7 bilhões, impulsionado pela China e pelas commodities.
- Exportações: A participação das exportações na produção de veículos caiu significativamente em 2018.
- 2019: Não se espera novo impulso via crescimento global ou preços das commodities, e o superávit pode recuar.
9. Aspectos Políticos
- Relação com as Forças Armadas: O governo Bolsonaro tem nomeado vários militares para cargos estratégicos, o que pode afetar o controle das Forças Armadas pelos civis e sua orientação política.
- Governo Bolsonaro: A expectativa de reformas e mudanças políticas é vista como um fator positivo, embora com riscos de desgaste no curto prazo.
10. Revisão do Contrato de Cessão Onerosa
- Petrobras: A revisão do contrato de cessão onerosa entre a União e a Petrobras é discutida como um ponto relevante, com impactos nas contas públicas e no setor energético.
Conclusão
- O cenário macroeconômico brasileiro em 2019 parece mais favorável, com valorização dos ativos, melhoras na confiança e expectativas de crescimento.
- No entanto, os riscos externos e internos, como a desaceleração global, a falta de implementação de reformas e a persistência de pressões inflacionárias, continuam sendo importantes fatores a serem monitorados.
- O desempenho do PIB deve ser mais forte em 2019, mas a indústria ainda enfrenta desafios significativos.
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