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报告摘要
Resumo do Boletim Macro IBRE - Março de 2018
Core Content
O Boletim Macro IBRE de março de 2018 apresenta uma análise detalhada sobre o desempenho macroeconômico do Brasil, incluindo atividade econômica, confiança empresarial e do consumidor, mercado de trabalho, inflação, política monetária, contas externas, e o contexto político.
Main Points
1. Atividade Econômica
- A recuperação da economia brasileira no início de 2018 está em ritmo mais gradual do que previsto.
- O PIB do primeiro trimestre de 2018 é projetado em 0,7% (TsT) ou 2,0% (AsA), enquanto o crescimento anual é estimado em 2,8%.
- O IBC-Br e o Monitor do PIB (IBRE/FGV) mostraram quedas em janeiro, mas os dados de fevereiro indicam uma recuperação gradual.
- O consumo das famílias, apesar de um crescimento fraco em 2017, deve continuar em recuperação em 2018, com projeção de 0,6% (TsT) ou 3,0% (AsA).
- O investimento e a indústria estão em recuperação, enquanto as exportações e importações têm crescimento moderado.
2. Expectativas de Empresários e Consumidores
- Os indicadores de confiança empresarial e do consumidor apresentaram uma sequência de altas em fevereiro.
- A confiança empresarial atingiu 102,1 pontos, com aumento de 1,7% em relação a janeiro.
- O índice de situação atual (ISA) do consumidor subiu 1,0 ponto, mas a confiança ainda é moderada devido à persistente insatisfação com a situação presente.
- A confiança do consumidor está lentamente se recuperando, embora ainda esteja abaixo dos níveis pré-crise de 2014-2016.
- A taxa de desemprego permanece elevada, com projeções de 12,1% para 2018 e 11,2% para 2019.
3. Mercado de Trabalho
- O CAGED registrou 77,8 mil vagas formais em janeiro, o melhor resultado desde 2012.
- As projeções para o crescimento do emprego formal em 2018 foram revisadas para 753 mil vagas, indicando uma recuperação mais forte do que previsto.
- A formalização do emprego está concentrada em setores de baixa qualificação, como serviços tradicionais, e em postos de trabalho de baixa remuneração.
- A taxa de desemprego, segundo a PNADC, permanece estável em torno de 12,2% em janeiro, com poucas mudanças nas projeções para o ano.
4. Inflação
- O IPCA de fevereiro registrou uma variação de 0,32%, reforçando a fase de baixa inflação no início de 2018.
- O núcleo da inflação, calculado por médias aparadas com suavização, teve uma taxa de 0,2% nos dois primeiros meses do ano.
- O grupo Alimentação e Bebidas apresentou uma variação acumulada negativa no primeiro trimestre de 2018, com expectativa de estabilização.
- A elevação dos preços de energia no Rio de Janeiro, bem como revisões tarifárias, pode acelerar a inflação nos próximos meses.
- A nova metodologia do IBGE para medir preços de itens domésticos e mão de obra para reparos também contribui para a inflação.
5. Política Monetária
- O Banco Central reduziu a taxa de juros em 25 pontos-base em junho de 2017, contribuindo para a queda das taxas reais.
- A melhoria das condições financeiras internacionais, especialmente nos EUA, foi fundamental para a redução das taxas reais.
- A nova equipe do BC priorizou o combate à inflação, reduzindo as expectativas inflacionárias.
- A política monetária deve continuar favorável, mas com pressão inflacionária crescente devido a fatores domésticos e externos.
6. Contas Externas
- O déficit em conta corrente é revisado para US$ 15 bi (anterior: US$ 23 bi), equivalente a -0,7% do PIB.
- O real deve enfraquecer ao longo do ano, com projeção de R$ 3,35/US$ no final de 2018, implicando uma depreciação de aproximadamente 5,0% em relação a 2017.
- O comércio internacional continua em crescimento acelerado, contribuindo para a estabilidade das contas externas.
- A pauta brasileira e os preços futuros de commodities sugerem uma tendência de queda dos termos de troca.
7. Contexto Internacional
- As condições financeiras internacionais permanecem favoráveis, apesar da instabilidade causada pelo protecionismo americano.
- A inflação global, especialmente nos países desenvolvidos, ainda está abaixo das metas, o que reduz a pressão sobre os bancos centrais.
- O Fed e outros bancos centrais podem ajustar as taxas de juros de forma gradual, sem aceleração significativa.
- A recuperação brasileira deve ser favorecida pelo ambiente externo, apesar dos riscos associados à volatilidade dos mercados.
8. Contexto Político
- A intervenção federal no Rio de Janeiro foi um passo ousado de Temer, visando resolver a crise de segurança.
- A popularidade do presidente Temer está em queda, enquanto a confiança do consumidor se recupera lentamente.
- A instabilidade política e as eleições de 2018 são fatores que podem impactar a confiança e o ambiente macroeconômico.
- A confiança do consumidor está ainda influenciada pela percepção negativa da situação atual, especialmente em relação ao desemprego e à instabilidade.
Key Information
- Crescimento do PIB: Projetado em 0,7% (TsT) no primeiro trimestre de 2018 e 2,8% no ano.
- Inflação: Mantém-se em níveis baixos, com o núcleo em 0,2% nos dois primeiros meses.
- Mercado de trabalho: Recuperação gradual do emprego formal, mas com criação de vagas de baixa qualidade.
- Confiança: Aumenta lentamente, refletindo a gradualidade da recuperação econômica.
- Taxa de câmbio: Expectativa de depreciação do real de 5,0% em relação a 2017.
- Contas externas: Deficit reduzido para US$ 15 bi, com estabilidade no comércio internacional.
- Política monetária: Ações do Banco Central foram favoráveis, mas com riscos de pressão inflacionária.
- Contexto político: Instabilidade eleitoral e ações de Temer impactam a percepção do ambiente macroeconômico.
Conclusão
O Boletim Macro IBRE de março de 2018 aponta uma recuperação moderada da economia brasileira, com crescimento do PIB em 2,8% no ano e 0,7% no primeiro trimestre. A inflação permanece controlada, enquanto a confiança empresarial e do consumidor avança lentamente. O mercado de trabalho mostra sinais de melhoria, mas com criação de vagas de baixa qualidade. O cenário externo é favorável, mas com riscos crescentes devido à instabilidade política e ao protecionismo americano. O real deve se depreciar, e o déficit em conta corrente foi reduzido. A política monetária continua alinhada a objetivos de estabilidade, com pressão inflacionária persistente.
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