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报告摘要
Resumo do Boletim Macro IBRE - Abril de 2018
Core Content Overview
O Brasil está passando por um "novo normal" caracterizado por crescimento mais lento e gradual, com uma inflação mais controlada, mas com incertezas persistentes. O ambiente macroeconômico apresenta uma combinação de fatores internos e externos que influenciam o desempenho da economia e as expectativas dos agentes.
Main Points and Key Information
1. Atividade Econômica
- Os dados de fevereiro mostram que a atividade econômica está se recuperando de forma mais lenta do que o esperado.
- A projeção do PIB para o primeiro trimestre de 2018 foi revisada para 0,5% TsT (1,7% AsA), e para o ano de 2018, para 2,6%.
- Setores como indústria, extrativa e serviços foram os mais afetados pelas revisões baixistas.
- O consumo das famílias é o principal motor da demanda, mas apresenta incertezas devido à situação financeira desfavorável.
- O investimento continua a mostrar sinais positivos, especialmente com a absorção de máquinas e equipamentos, mas o comércio varejista ainda frustra as expectativas.
- A agropecuária pode ter um desempenho mais positivo do que previsto, apesar de uma safra menor.
2. Expectativas de Empresários e Consumidores
- Os índices de confiança (ICE e ICC) tiveram aumento, mas em ritmo mais lento.
- O ICE subiu 2,9 pontos, mas o ICC também cresceu, mas com volatilidade.
- A confiança do consumidor é afetada pela percepção de que a situação financeira da família permanece difícil, mesmo com melhora no poder de compra.
- O ISA Empresarial está em um nível moderadamente desfavorável, enquanto o ISA do Consumidor continua desfavorável.
- A incerteza política e a indefinição eleitoral afetam negativamente as expectativas de confiança e de recuperação econômica.
3. Mercado de Trabalho
- A taxa de desemprego medida pela PNADC atingiu 12,6% em fevereiro, com uma redução gradual após ajuste sazonal.
- O saldo de emprego formal (CAGED) foi de 61 mil em fevereiro e 56 mil em março, um aumento significativo em comparação ao ano anterior.
- A recuperação do mercado de trabalho é lenta e regionalmente desigual.
- Regiões como Sul e Centro-Oeste mostram melhor desempenho, enquanto Norte e Nordeste continuam com desempenho negativo.
- O Rio de Janeiro apresenta uma trajetória de desemprego muito diferente das demais regiões, indicando uma entrada tardia na crise e uma desaceleração da recuperação.
4. Inflação
- O IPCA fechou o primeiro trimestre de 2018 com 0,7%, a menor taxa desde o Plano Real.
- A inflação de alimentos pode acelerar no segundo trimestre, com o IPC-S/FGV mostrando uma tendência de aumento.
- A taxa de câmbio subiu para R$3,40 em abril, o que pode pressionar os preços das commodities.
- A taxa Selic foi reduzida para 6,25% em maio, contribuindo para o controle da inflação.
- A inflação terminará 2018 com pelo menos 1 ponto percentual abaixo da meta de 4,5%.
5. Política Monetária
- O Banco Central mantém a taxa Selic em níveis acomodatórios devido ao ambiente externo de alta liquidez e à estabilidade da inflação.
- A normalização monetária nos EUA e a política comercial de Trump afetam negativamente a economia emergente.
- A redução da taxa Selic foi possível graças à melhora nas condições financeiras globais e à atuação da equipe do BC.
- A incerteza eleitoral e os riscos políticos podem impactar a política monetária no segundo semestre.
6. Situação Fiscal
- As despesas primárias do governo geral cresceram 1,5 ponto percentual do PIB entre 2010 e 2017.
- A composição do gasto público mudou, com aumento dos gastos com pessoal e queda nos investimentos.
- O grau de rigidez orçamentária aumentou de 55,6% para 63,6% do gasto primário total.
- A reforma da previdência e a manutenção da solidez fiscal são fatores-chave para o cenário macroeconômico.
7. Contas Externas
- O saldo da balança comercial foi de US$14 bilhões no primeiro trimestre de 2018, um pouco abaixo do registrado em 2017.
- O volume de exportações e importações recuou em relação ao ano anterior, apesar da melhora nos termos de troca.
- A volatilidade cambial e a incerteza eleitoral podem afetar o desempenho das exportações e importações no curto prazo.
8. Perspectivas Globais
- O FMI elevou as previsões de crescimento mundial para 3,9% em 2018 e 2019, impulsionado pela reforma tributária nos EUA e pela recuperação na zona do euro.
- A inflação nos EUA e as medidas de política comercial de Trump geram volatilidade nos ativos emergentes.
- A desaceleração do crescimento na zona do euro e o nervosismo dos índices de confiança refletem incertezas sobre o desempenho global.
9. Eleições e Impacto na Economia
- As eleições de outubro representam um risco para a recuperação econômica, especialmente para a apreciação do real e a redefinição das políticas públicas.
- A incerteza política pode afetar negativamente a confiança dos agentes econômicos e a implementação de reformas.
- A continuidade do ciclo monetário depende da apreciação do real e da manutenção do ajuste fiscal.
10. Incerteza Econômica
- O IBRE/FGV desenvolveu o IIE-Br, um indicador de incerteza econômica que combina volatilidade de ações, dispersão de expectativas dos analistas e menções a termos de incerteza nos jornais.
- A incerteza elevada reduz o investimento privado em média 6% no trimestre seguinte.
- A indefinição eleitoral e a volatilidade externa contribuem para o aumento da incerteza no Brasil.
Conclusão
- O Brasil está em um "novo normal" de crescimento mais lento e inflação controlada.
- A incerteza política e o ambiente externo volátil são fatores que afetam a recuperação da economia.
- A recuperação do mercado de trabalho é lenta e regionalmente desigual.
- O Banco Central mantém a taxa Selic em níveis baixos, mas a política monetária pode mudar com o cenário eleitoral.
- A reforma da previdência e a solidez fiscal são cruciais para a continuidade da recuperação.
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