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报告摘要
Resumo do Boletim de Outubro de 2018
Core Content
O Boletim de Outubro de 2018 analisa o desempenho macroeconômico do Brasil, com destaque para melhoras nas condições externas e internas, mas também para desafios estruturais persistentes. O cenário internacional, embora tenha piorado ao longo do ano, apresentou uma acomodação no final do mês, contribuindo para uma redução do risco-país das economias emergentes. Isso, combinado com ajustes políticos na Argentina e na Turquia, trouxe uma dinâmica cambial mais favorável e uma melhora no ambiente de risco.
Main Points
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Cenário Internacional:
- O dólar teve uma pequena queda, apesar da expectativa de aumento dos juros pelo Fed.
- A guerra comercial e a alta dos juros americanos continuam a impactar negativamente as economias emergentes.
- O crescimento global está desacelerando, e o FMI reduziu suas projeções, exigindo cautela.
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Cenário Nacional:
- A atividade econômica mostrou recuperação no terceiro trimestre de 2018, com crescimento de +0,9% TsT e +1,8% AsA, mantendo a projeção de +1,5% para o ano.
- O crescimento do PIB no terceiro trimestre foi impulsionado por um forte desempenho no consumo e no investimento, com a alteração no regime REPETRO contribuindo para uma revisão positiva do investimento.
- A indústria extrativa teve um desempenho positivo, com crescimento de +2% AsA no terceiro trimestre.
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Confiança Empresarial e Consumidora:
- O Índice de Confiança Empresarial (ICE) e o Índice de Confiança do Consumidor (ICC) recuaram em setembro, refletindo a incerteza eleitoral e o desempenho lento da economia.
- A confiança pode melhorar com a definição do pleito eleitoral, mas a recuperação sustentável dependerá das ações do novo governo.
- A popularidade do novo presidente é esperada para elevar o optimismo e a confiança.
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Mercado de Trabalho:
- A taxa de desemprego caiu para 12,1% em agosto, abaixo da mediana dos analistas.
- O CAGED registrou geração líquida de 110 mil vagas em agosto, um valor acima das expectativas.
- A Massa Salarial Ampliada Disponível (MSA-D) cresceu desde 2016, com a Massa de Rendimentos do Trabalho (MRT) sendo a principal componente.
- Apesar do crescimento da MRT, a taxa de desemprego pode continuar em queda no final de 2018, mas ainda há desafios.
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Inflação:
- A inflação acelerou em outubro, impulsionada por pressões sazonais em alimentos e vestuário, bem como por combustíveis.
- O IPCA-15 prevê uma taxa de 0,65% para outubro, com possibilidade de queda para 0,25% em novembro.
- A inflação deve encerrar o ano na meta de 4,5%, graças à melhora no comportamento dos preços de combustíveis e alimentos.
- Para 2019, a inflação é prevista em 4,5%, ligeiramente acima da meta de 4,25%, mas com pressões inflacionárias mais dispersas.
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Política Monetária:
- A taxa de juros básicos (SELIC) permaneceu estável em 6,50% a.a., com o Banco Central mantendo a política monetária estável por mais tempo.
- As incertezas eleitorais e os riscos de mercado reduziram consideravelmente os premios de risco, permitindo maior clareza sobre a condução da política monetária.
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Situação Fiscal:
- A meta de déficit primário para o setor público consolidado em 2018 é de R$ 161 bilhões, mas o resultado primário acumulado até agosto foi de apenas R$ 34,7 bilhões.
- A previsão é de que o resultado primário seja melhor que a meta, com possíveis superávits adicionais de R$ 25 bilhões ou mais.
- A situação fiscal é considerada grave, com déficit elevado e dívida pública em níveis muito altos, exigindo um forte ajuste fiscal para a retomada do crescimento sustentável.
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Política Externa e Comercial:
- A geografia multilateral do comércio brasileiro é importante para a agenda de comércio do novo governo.
- As exportações brasileiras não dependem apenas da China, e a diversificação da oferta exportável é crucial para a melhoria do desempenho comercial.
- A política monetária americana, com a subida dos juros, pode limitar o crescimento global e afetar negativamente as economias emergentes.
Key Information
- PIB 2018: Crescimento previsto de +1,5% para o ano, com +0,9% TsT no terceiro trimestre.
- Inflação 2018: Prevista para encerrar o ano na meta de 4,5%, com possibilidade de queda em novembro.
- Desemprego: Taxa de 12,1% em agosto, com projeção de 11% em dezembro de 2018.
- Taxa de Juros: SELIC estável em 6,50% a.a., com previsão de manutenção por mais tempo.
- Deficit Primário: Meta de R$ 161 bilhões em 2018, mas o resultado até agosto foi de apenas R$ 34,7 bilhões, com expectativa de superávit acima da meta.
Conclusion
O Brasil apresenta um cenário macroeconômico mais favorável no final de outubro de 2018, com melhoras nas condições externas e internas. Apesar disso, desafios estruturais, especialmente na área fiscal, persistem. A inflação segue em aceleração, mas com perspectiva de desaceleração a partir de novembro. A confiança dos agentes econômicos pode melhorar com a definição do governo, mas depende do sucesso das políticas adotadas. A agenda de reformas e a diversificação da exportação são cruciais para o futuro da economia brasileira.
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