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报告摘要
Resumo do Boletim Macro IBRE - Julho de 2017
Core Content
O Boletim Macro IBRE de julho de 2017 analisa a situação macroeconômica e política do Brasil em um contexto de crise política e desafios fiscais. Apesar das dificuldades, o mercado financeiro parece estar se recuperando, e há sinais de melhoria na atividade econômica, embora a recuperação seja lenta e gradual.
Main Points
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Popularidade e Crise Política: Michel Temer, apesar de nunca ter sido um presidente popular, viu sua popularidade cair ao nível mais baixo desde o início das pesquisas de opinião. A crise política, desencadeada pela delação da JBS, aumentou o risco de afastamento do cargo, especialmente com a ameaça de processos do Procurador Geral da República. Isso dificultou a aprovação da reforma da Previdência e reduziu a liberdade do governo para ajustar gastos.
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Situação Fiscal: As contas públicas continuam em situação crítica, com déficit primário de 2,5% do PIB nos 12 meses encerrados em maio de 2017, inalterado em relação a 2016. A dívida bruta do governo subiu de 67,7% para 72,5% do PIB. O Novo Regime Fiscal, com o teto de gastos, limita o espaço para ajustes fiscais, especialmente com a possibilidade de aumento do salário mínimo acima de 3% em 2018.
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Mercado Financeiro: Apesar da crise política e da situação fiscal desfavorável, o mercado financeiro está se recuperando, com os ativos em recuperação após o impacto de maio. Isso se deve a fatores externos, como a boa situação das contas externas, o espaço de atuação do Banco Central, a liquidez internacional e o aquecimento global. A estabilidade do mercado surpreende diante das dificuldades.
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Atividade Econômica: Houve melhora na atividade econômica em maio, com a indústria surpreendendo os analistas positivamente. A recuperação do setor varejista também se mostrou gradual. A projeção de crescimento do PIB para 2017 foi mantida em 0,2%, enquanto a projeção para 2018 foi mantida em 1,8%. A economia continua em trajetória de recuperação, mas ainda não está em terreno positivo.
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Confiança Empresarial e Consumidora: A crise política afetou significativamente os indicadores de confiança, com 36,1% das empresas acreditando que a crise afetará negativamente as decisões sobre quadro de pessoal e 44% preveem impacto negativo nos investimentos. Entre os consumidores, quase 2/3 acreditam que as finanças familiares e o consumo serão afetados. No entanto, a confiança ainda não se traduziu em impacto significativo na atividade real.
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Mercado de Trabalho: Houve uma leve recuperação no segundo trimestre, com geração líquida de 9.821 vagas em junho e queda na taxa de desemprego para 13,1% em maio. Apesar disso, os analistas do mercado têm dificuldade em prever a evolução dos indicadores de emprego, o que sugere maior volatilidade. A recuperação parece ser lenta e gradual.
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Inflação: O IPCA registrou uma queda mensal de -0,23% em junho, a menor taxa desde a implantação do Plano Real. A desaceleração da inflação se deve à queda simultânea de preços de alimentos, energia e combustíveis. A combinação de fatores externos e internos (como a queda do dólar e a melhoria da oferta de alimentos) contribuiu para essa desaceleração. A meta de inflação para 2019 e 2020 foi reduzida, o que sugere uma nova fase de ajuste.
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Cenário Internacional: A economia internacional apresenta um cenário benigno para o Brasil, com desinflação na economia americana e recuperação na Europa. O FED e o BCE sinalizam uma política monetária mais flexível, o que pode beneficiar o Brasil. No entanto, há riscos de normalização das políticas monetárias internacionais.
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Riscos e Perspectivas: A principal preocupação é a gestão da crise política e fiscal, que pode se intensificar. O risco de que a crise política afete a confiança das empresas e consumidores, bem como a atividade econômica, é significativo. Além disso, há possibilidade de que o processo de ajuste fiscal seja mais severo, e a crise política possa levar à fragilidade do regime presidencialista.
Key Information
- Deficit Primário: 2,5% do PIB nos 12 meses encerrados em maio de 2017.
- Dívida Bruta do Governo: Subiu de 67,7% para 72,5% do PIB.
- Crescimento do PIB: Projeção de 0,2% para 2017 e 1,8% para 2018.
- Taxa de Desemprego: Caiu para 13,1% em maio, mas ainda está acima do nível de neutralidade.
- Inflação: IPCA de -0,23% em junho, a menor taxa desde a implantação do Plano Real.
- Riscos: Agravamento da crise política, ajuste fiscal mais severo, e possíveis mudanças no regime presidencialista.
Conclusão
O Brasil está em um momento de crise política e fiscal, mas há sinais de recuperação econômica lenta e gradual. A estabilidade do mercado financeiro contrasta com a instabilidade política e a persistente desaceleração fiscal. Ainda assim, o cenário macroeconômico parece ser mais favorável do que o esperado, embora os riscos não sejam desprezíveis.
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