FGV-BoletimMacroIbre_1809_30页_1mb
报告摘要
Resumo do Boletim - Setembro de 2018
Contexto Macro e Econômico
- O ano de 2018 começou com expectativas de recuperação econômica, projeção de crescimento do PIB acima de 2,5% e inflação abaixo da meta, o que facilitaria a redução dos juros.
- No entanto, a partir de meados do ano, o cenário externo piorou drasticamente devido ao acirramento da guerra comercial entre EUA e China, ao aumento do dólar e do petróleo, à aversão ao risco em países emergentes e à instabilidade política.
- A desvalorização cambial intensa afetou principalmente os países mais vulneráveis, como a Argentina e a Turquia, com taxas de desvalorização acima de 30% no período.
- No Brasil, a desvalorização do real teve impacto significativo, reduzindo o espaço para estímulos monetários e aumentando a incerteza.
Projeções para a Atividade Econômica
- O PIB do terceiro trimestre de 2018 é projetado para crescer +0,9% (TsT) e +1,8% (AsA), com expectativa de crescimento anual de +1,5%.
- A recuperação da atividade é gradual, com contribuições positivas de agropecuária, indústria e serviços.
- A base de comparação baixa, especialmente após a greve dos caminhoneiros, contribuiu para o crescimento mais forte no terceiro trimestre.
- A nova forma de contabilização das plataformas de petróleo (Repetro-Sped) ainda não tem clareza no tratamento pelo IBGE, o que pode impactar os dados de PIB.
Confiança Empresarial e do Consumidor
- A confiança empresarial e do consumidor permaneceu estável em agosto, com variações mínimas, refletindo o "compasso de espera" dos agentes econômicos.
- A confiança empresarial caiu 0,4 pontos, enquanto a do consumidor também teve pequena queda, mantendo-se em níveis baixos.
- As expectativas de curto prazo melhoraram, mas não foram suficientes para recompor as perdas anteriores.
- A confiança tende a se manter em níveis baixos devido à instabilidade política e externa, dificultando a retomada de investimentos e consumo.
Mercado de Trabalho
- A taxa de desemprego em julho foi de 12,3%, com queda de 0,15 p.p. em relação a junho, mas estável após ajuste sazonal.
- A geração de empregos formais no CAGED foi de 47.319 vagas em julho, com ajuste sazonal de 5.345 vagas.
- O crescimento da população ocupada (PO) reduziu-se de 2% a.a. para 1,1% a.a., indicando a limitação da capacidade de absorção do mercado.
- O desemprego é projetado para atingir 11% em outubro de 2018, com média de 12,0% no ano, refletindo a lenta recuperação do mercado de trabalho.
Inflação
- A inflação em 2018 acelerou após a greve dos caminhoneiros e o aumento dos preços administrados, especialmente energia e combustíveis.
- O IPCA subiu de 0,4% em maio para 1,3% em junho, mas recuou em agosto para 0,33% e em setembro para 0,4%, com pressão de preços industriais e agrícolas.
- A desvalorização cambial contribuiu para a aceleração da inflação, com o pass-through cambial intensificando-se, especialmente em alimentos e combustíveis.
- O Monitor da Inflação projeta que a taxa de inflação dos produtos comercializáveis atinja 2,2% em setembro, o que pode levar a uma inflação final do ano acima da meta.
Política Monetária
- A alta dos juros futuros reflete expectativas de aumento da inflação a partir de 2019, com possíveis ajustes na taxa Selic.
- O Banco Central pode iniciar a retirada gradual do estímulo monetário se a inflação se acelerar, embora a política monetária continue baseada em premios de risco e não em mudanças estruturais.
- A política monetária é influenciada por fatores externos, como a desvalorização cambial e a volatilidade do dólar, que se intensificam com a instabilidade global.
Contas Públicas
- O PLOA 2019 apresenta premissas macroeconômicas mais otimistas que as do IBRE, com previsão de baixo volume de despesas discricionárias.
- Apesar disso, o orçamento não cumpre a regra de ouro, com um déficit fiscal projetado de 0,7% do PIB em 2018 e 0,9% em 2019.
- A implementação de reformas fiscais e a recuperação da confiança são fundamentais para o crescimento econômico e o equilíbrio das contas públicas.
Fatores Externos e Internos
- A instabilidade internacional, especialmente a guerra comercial e a volatilidade cambial, teve impacto significativo na economia brasileira.
- A campanha eleitoral e a polarização política contribuem para a incerteza, mas não são o principal fator da desvalorização cambial.
- O cenário eleitoral será crucial para o futuro da economia, pois influenciará a implementação de reformas e a confiança dos agentes econômicos.
Conclusão
- O Brasil enfrenta um cenário de desafios macroeconômicos, com desvalorização cambial, aceleração da inflação e incerteza política.
- A recuperação da atividade econômica é lenta e depende da estabilização do ambiente internacional e da definição do cenário eleitoral.
- A política monetária se ajusta gradualmente, com possíveis aumentos da taxa Selic, enquanto as contas públicas apresentam desafios significativos.
- A confiança dos agentes econômicos permanece fraca, refletindo a combinação de fatores internos e externos que persistem como obstáculos à recuperação.
展开完整摘要
试读结束,高清完整版pdf/doc/ppt,请点下载