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报告摘要
Resumo do Boletim Macro IBRE - Fevereiro de 2018
Core Content
O Boletim Macro IBRE de fevereiro de 2018 apresenta uma análise macroeconômica do Brasil, destacando aspectos positivos no ambiente doméstico e mudanças no cenário externo. O documento aborda diversos temas como atividade econômica, expectativas de agentes, mercado de trabalho, inflação, política monetária e balanço de pagamentos, com projeções e interpretações baseadas em dados recentes.
Main Points
1. Atividade Econômica
- Crescimento positivo: Os indicadores de atividade econômica mostram um desempenho benigno, corroborando expectativas de recuperação.
- Projeções de crescimento:
- PIB no quarto trimestre de 2017: 0,2% (TsT) / 2,4% (AsA)
- PIB em 2018: 2,9% (aumento de 0,1 pp em relação a 2017)
- Setores-chave:
- Agropecuária: Melhora nas perspectivas devido ao ciclo de chuvas benigno, prevendo uma queda de 6,0%.
- Indústria: Resultados positivos em janeiro, contribuindo para o crescimento.
- Construção Civil: Retomada confirmada, com aumento de confiança setorial.
2. Expectativas de Empresários e Consumidores
- Confiança dos agentes: Aumentou em janeiro, sinalizando continuidade da retomada econômica.
- Consumo: Melhora na percepção do consumidor, mas ainda com dificuldades de reequilíbrio orçamentário.
- Construção Civil: Destaque pela aceleração da recuperação, com confiança setorial mais rápida que outros setores.
- Emprego Formal: Aumento expressivo de vagas formais no final de 2017, com projeção de crescimento no primeiro semestre de 2018.
- Emprego Informal: Aumento também previsto, com expectativa de maior participação relativa na PO total.
3. Mercado de Trabalho
- Taxa de desemprego: Caiu para 11,8% em dezembro de 2017, ainda distante do nível pré-crise, mas melhor que o ano anterior.
- PO com carteira assinada: Cresceu 0,31% entre novembro e dezembro, o maior aumento desde 2012.
- CAGED: Destruição líquida de apenas 330 mil vagas em dezembro, o melhor resultado desde 2007, ajustado sazonalmente, representa 112 mil vagas formais criadas.
- Tendência: Aumento do emprego formal previsto para 2018, mas não será suficiente para absorver o crescimento do emprego informal.
4. Inflação
- Supresa positiva: A inflação de janeiro foi a menor desde a implantação do Plano Real, em parte devido ao ciclo de chuvas que reduziu a pressão sobre preços de energia.
- Alimentos in natura: Aumentaram 22,1% no IPCA, mas a pressão inflacionária foi mitigada pela redução do custo energético.
- Preços monitorados: Aumentaram apenas 0,2% em janeiro, contra 0,8% nos anos anteriores.
- Alimentos processados: Aumentaram 0,05% em janeiro, contra 0,9% historicamente.
- Expectativa para fevereiro: A inflação deverá desacelerar, com pressão principal vindo das mensalidades escolares (previstas em 5,7% de aumento médio).
5. Política Monetária
- Flexibilização monetária: O Banco Central sinalizou que a redução dos juros pode ser interrompida, mas está aberto a um moderado movimento de flexibilização em caso de mudanças favoráveis no cenário.
- Corte de juros: Mais um corte de 25 pontos-base foi realizado, reforçando a expectativa de aumento da demanda doméstica.
- Cenário externo: A normalização gradual das condições monetárias na Europa e nos EUA pode impactar a curva de juros no Brasil.
6. Contas Públicas
- Arrecadação federal: Cresceu acima do PIB em 2017, mas o crescimento real foi de apenas 1,0%, em linha com a economia.
- Receitas atípicas: Foram importantes para o desempenho positivo em 2017, mas não se repetirão em 2018.
7. Contas Externas
- Deficit em transações correntes: Espera-se aumento em 2018, devido à desaceleração das contas de serviços e renda primária.
- Cenário externo: Liquidez global abundante, mas sujeita a volatilidade, especialmente em relação ao dólar.
8. Ambiente Internacional
- Economia Trump: Pode acelerar a inflação global, mas o dólar pode permanecer fraco se o Fed for lento na elevação dos juros.
- Europa: Mantém o tapering até setembro, com política monetária ajustada conforme os indicadores de inflação e crescimento.
- China: A agenda reformista perdeu força em 2017, mas a tendência ainda se mantém reformista. O crescimento econômico está em desaceleração, com aumento de endividamento e persistência de repressão social.
9. Conclusão
- O Brasil está em um ciclo de recuperação, com condições macroeconômicas favoráveis, mas ainda há desafios em termos de reformas e informalidade.
- O mercado financeiro espera uma agenda de reformas, mas a adiamento persiste.
- A inflação deve continuar a desacelerar, com supresas positivas no primeiro trimestre de 2018.
- A política monetária ainda está em fase de flexibilização, com ajustes dependendo do cenário macroeconômico.
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