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报告摘要
Resumo do Boletim - Julho de 2018
Core Content
O Boletim de Julho de 2018 analisa o cenário macroeconômico e político do Brasil, destacando a instabilidade internacional, a desaceleração da economia brasileira, os efeitos da greve dos caminhoneiros e as implicações para a política monetária, mercado de trabalho e inflação.
Main Points
1. Cenário Econômico e Internacional
- Conflitos comerciais entre EUA e China estão intensificando, com risco de guerra comercial, mas é provável que um acordo seja alcançado.
- A desaceleração gradual da China está ocorrendo, com aumento de consumo e serviços, mas também com pressão no setor financeiro.
- O diferencial de juros entre Brasil e EUA está diminuindo, impactando o real.
- A zona do euro enfrenta incertezas políticas, mas a política monetária permanece acomodativa.
- O cenario internacional é turbulento, com riscos elevados para os países emergentes.
2. Desempenho da Economia Brasileira
- O PIB foi revisado para 1,7% em 2018, devido ao impacto negativo da greve de maio.
- O segundo trimestre registrou crescimento de 0,3% TsT (1,2% AsA), impulsionado principalmente pela agropecuária.
- A indústria de transformação e os serviços foram os setores mais afetados negativamente.
- A confiança dos empresários e consumidores recuou em junho, intensificando a desaceleração da economia.
- O crescimento do PIB deve continuar baixo, com riscos de novas revisões para baixo.
3. Mercado de Trabalho
- A taxa de desemprego medida pela PNADC manteve-se em 12,3% em maio, estabilizada.
- A greve dos caminhoneiros teve impacto defasado na PNADC, pois é uma média móvel trimestral.
- A PEA (População Economicamente Ativa) recuou no primeiro semestre, com uma redução de 0,9% entre fevereiro e maio.
- O desemprego é esperado para continuar em queda ao longo do ano, chegando a 10,9% em dezembro de 2018.
- A recuperação do mercado de trabalho está dependendo de fatores como a redução da desvalorização cambial e a liberação de recursos do PIS/Pasep.
4. Inflação
- A inflação de junho foi a maior desde o Plano Real, atingindo 1,26%.
- As fontes de pressão inflacionária incluem: desvalorização cambial, greve dos caminhoneiros, efeitos sazonais e aumento de preços administrados.
- O IPC-S/FGV registrou desaceleração em julho, com 1,19% em junho e 1,01% e 0,67% nas duas primeiras semanas de julho.
- A inflação deve voltar a cair, especialmente com a lenta recuperação da atividade econômica.
5. Política Monetária
- O ambiente de incerteza tem impactado a política monetária, com aumento dos juros de longo prazo e pressões sobre a taxa de câmbio.
- O cenário de risco para o Brasil está elevado, com redução da confiança e inflação elevada.
- A política monetária permanece rigorosa, sem perspectivas de afrouxamento, mesmo com a recuperação parcial da atividade em junho.
6. Setor Externo
- A guerra comercial entre EUA e China pode afetar negativamente o Brasil, especialmente com tarifas sobre produtos exportados.
- Apesar do desafio, o saldo comercial foi positivo em junho, com US$ 5,8 bilhões.
- As exportações de commodities cresceram 2,9% no primeiro semestre, mas as importações continuam a aumentar.
- O aumento do dólar e a incerteza internacional podem levar a uma desaceleração das importações a partir do segundo semestre.
7. Políticas Públicas
- A greve dos caminhoneiros teve impacto negativo nas arrecadações federais e estaduais, com queda de 4,2% no ICMS nacional.
- A reforma fiscal e a política de gastos públicos estão sendo analisadas, com impacto na estabilidade macroeconômica.
8. Cenário Político
- A desmoralização dos partidos está contribuindo para a nacionalização da política.
- O Exército Brasileiro está sendo apontado como uma alternativa política, embora isso seja considerado equivocado.
- A construção de partidos nacionais é uma prioridade para evitar a instabilidade política.
9. Conclusão
- O cenario macroeconômico é turbulento, com riscos elevados tanto internacionais quanto domésticos.
- A desaceleração da economia está se agravando, com crescimento baixo e incertezas políticas.
- A confiança dos empresários e consumidores está fragilizada, e a política monetária continua rigorosa.
- A inflação deve voltar a cambiar, embora os efeitos de junho sejam temporários.
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