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报告摘要
Resumo do Boletim Macro IBRE - Setembro de 2017
Core Content
O Boletim Macro IBRE de setembro de 2017 apresenta uma visão otimista sobre a recuperação da economia brasileira, mas ressalta que a situação não é totalmente resolvida. A retomada está sendo impulsionada por fatores externos e internos, mas persistem desafios estruturais que exigem reformas e ajustes.
Main Points
- Retomada da economia: A economia brasileira está em recuperação, com crescimento de 0,8% em 2017 e 2,4% em 2018. A expectativa positiva dos agentes econômicos contribui para o aumento do consumo e do investimento, embora a recuperação ainda não seja completa.
- Consumo privado: O consumo das famílias continua a liderar a retomada, impulsionado pelo aumento do poder de compra, redução do endividamento e melhoras nas perspectivas de renda. A deflação dos preços de itens alimentares e a redução da taxa de juros reforçam esse cenário.
- Desemprego: A taxa de desemprego caiu de 13,7% para 12,3% no primeiro trimestre de 2017, mas a recuperação está mais ligada ao setor informal. Ainda assim, há sinais de melhora na qualidade do emprego.
- Investimento: Apesar da recuperação no consumo, o investimento ainda apresenta desafios. A construção civil tem desempenho negativo, mas a produção de bens de capital mostra sinais de recuperação. As importações de bens de capital em agosto são um sinal positivo.
- Inflação: A inflação surpreendeu com uma taxa menor do que o esperado, especialmente devido à queda dos preços dos alimentos. Contudo, a tendência é de aumento gradual da taxa inflacionária nos próximos meses e em 2018.
- Cenário externo: O Brasil está beneficiando-se de um ambiente externo favorável, com juros globais baixos, valorização do dólar e alta nas commodities. Isso fortalece o real e as contas externas.
- Déficit em conta corrente: O déficit em conta corrente foi revisado para US$ 8,0 bilhões em 2017 (0,4% do PIB), com expectativa de aumento para US$ 20 bilhões em 2018 (1,0% do PIB). Isso reflete a consolidação da recuperação, mas não resolve o problema fiscal.
- Política fiscal e reformas: A agenda de reformas é essencial para consolidar a recuperação. A EC 95, que limita o crescimento dos gastos públicos, só será eficaz com uma reforma da Previdência e da gestão dos gastos públicos. Estados e municípios estão à beira da insolvência.
- Incertezas: Apesar do cenário mais positivo, incertezas persistem, especialmente em relação às eleições de 2018 e à continuidade das reformas. O ajuste fiscal e as reformas institucionais são fundamentais para a estabilidade a longo prazo.
Key Information
- Crescimento do PIB:
- 2017: 0,8% (previsto)
- 2018: 2,4% (previsto)
- Terceiro trimestre de 2017: 0,3% (TsT), 1,4% (AsA)
- Desemprego:
- Taxa de desemprego em julho de 2017: 12,8%
- Previsão para 2017: 12,8%
- Previsão para 2018: 12,3%
- Inflação:
- Taxa de inflação de agosto de 2017: 0,19%
- Meta de inflação: 3,5% (2017)
- Expectativa de aumento gradual da inflação nos próximos meses
- Contas externas:
- Déficit em conta corrente em 2017: US$ 8,0 bilhões (0,4% do PIB)
- Expectativa de déficit em 2018: US$ 20 bilhões (1,0% do PIB)
- Investimento:
- Aceleração no crescimento da produção de bens de capital
- Importações de bens de capital em agosto foram positivas
- Construção civil ainda apresenta desempenho negativo
- Indicadores de confiança:
- Índice de Confiança Empresarial (ICE) voltou ao nível anterior à crise política
- Índice de Confiança do Consumidor (ICC) continua em queda
- Indicador de Incerteza Econômica da FGV/IBRE permanece em níveis elevados
Conclusion
O Brasil está em um processo de recuperação econômica, com sinais positivos em consumo e atividade industrial, mas a agenda de reformas e ajustes fiscais ainda é urgente. A inflação permanece baixa, mas há expectativa de aumento gradual. O cenário externo é favorável, mas a estabilidade econômica depende de ações políticas e reformas institucionais.
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