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报告摘要
Resumo do Boletim Macro - Abril de 2019
Core Content
O Boletim Macro do IBRE/FGV de abril de 2019 apresenta uma avaliação da economia global e brasileira, destacando um cenário de desaceleração moderada no crescimento mundial, mas com perspectivas favoráveis para os países emergentes, especialmente devido aos juros baixos nos países desenvolvidos. A economia internacional mostrou sinais de estabilização, com destaque para os dados dos EUA e da China, enquanto a zona do euro continua fraca por causa da política econômica incerta e da demanda externa.
No Brasil, apesar do ambiente externo positivo, o desempenho econômico tem sido inferior ao esperado, com uma revisão da projeção de crescimento do PIB para 1,8% a.a. (anteriormente 2,1%). A indústria extrativa foi afetada negativamente pelo rompimento da barragem em Brumadinho, e o setor de transformação também apresenta fraco desempenho. Já o setor de serviços é o principal motor da atividade econômica, contribuindo com crescimento de 1,9% a.a..
Main Points
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Economia Mundial:
- Crescimento global se desacelera, mas ainda está em um ambiente favorável para países emergentes.
- China e EUA mostram sinais de estabilização, com o governo chinês implementando medidas expansionistas.
- Os temores comerciais entre EUA e China estão diminuindo.
- A zona do euro continua fraca, mas pode melhorar com a recuperação da China e políticas monetárias estimulativas.
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Economia Brasileira:
- Crescimento do PIB no primeiro trimestre revisado para 0,4% TsT (1,3% AsA), com projeção de 1,8% a.a..
- Indústria extrativa contraiu 5,4% TsT, afetada pelo desastre em Brumadinho.
- Indústria de transformação teve desempenho fraco, com queda de 6,9% no primeiro trimestre de 2019 em comparação com 2018.
- Setor de serviços cresceu 0,6% TsT (1,8% AsA), sendo o principal contribuinte para a expansão do PIB.
- Consumo das famílias cresce 0,8% TsT, enquanto o investimento sofre contração de 1,0% TsT.
- Exportações têm desempenho fraco, enquanto importações de bens de capital aumentam, indicando potencial de investimento.
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Confiança Empresarial e do Consumidor:
- O Índice de Confiança Empresarial (ICE) recuou 2,7 pontos para 94 pontos, e o Índice de Confiança do Consumidor (ICC) caiu 5,1 pontos para 91 pontos.
- A confiança voltou ao nível de março de 2018, refletindo uma desaceleração da atividade e persistência de incerteza política.
- A reforma da Previdência é um fator de incerteza que afeta a confiança, com risco de atraso na aprovação e possíveis alterações.
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Mercado de Trabalho:
- A taxa de desemprego no trimestre encerrado em fevereiro foi de 12,4%, um pouco abaixo do trimestre anterior.
- O IBRE/FGV projeta 12,9% de desemprego para o primeiro trimestre de 2019.
- O CAGED registrou -43 mil vagas em março, abaixo da projeção do IBRE (75 mil), indicando recuperação lenta da economia.
- A massa de rendimentos cresce 1,8% no trimestre, mas ainda está alinhada com o baixo crescimento do PIB.
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Inflação:
- O IPCA subiu 0,75% em abril, acima da mediana das expectativas.
- A pressão inflacionária está se reduzindo, especialmente com os alimentos in natura.
- O IPC/FGV é esperado para fechar entre 0,55% e 0,60% em abril.
- A inflação deve desacelerar a partir de junho, com impactos da greve de caminhoneiros e da desaceleração dos preços administrados.
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Política Monetária:
- A credibilidade do regime de metas de inflação está em risco, já que os desvios podem ocorrer tanto para cima quanto para baixo.
- No Brasil, 70% dos casos de inflação observada estão acima da meta, o que sugere a necessidade de manter a Selic estável.
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Setor Externo:
- As exportações do Brasil estão desacelerando, especialmente no setor de transformação.
- O setor agropecuário teve crescimento de 27,5% no primeiro trimestre, enquanto a indústria extrativa cresceu 18,1%.
- A indústria de transformação tem baixa atividade e redução de importações de bens intermediários, indicando desinvestimento.
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Cenário Internacional:
- A economia americana apresenta um crescimento suave de 2% a.a., com possibilidade de recessão se o Fed não ajustar a política monetária de forma adequada.
- O ciclo monetário americano pode ser clássico, com desaceleração ou recessão.
Key Information
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Crescimento do PIB:
- 1,8% a.a. para 2019.
- 0,4% TsT no primeiro trimestre.
- Setor de serviços é o principal motor do crescimento.
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Indústria:
- Extrativa: -5,4% TsT.
- Transformação: -6,9% (janeiro-março 2018/2019).
- Baixa atividade setorial e redução de importações de bens intermediários.
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Confiança:
- ICE e ICC recuaram, refletindo desapontamento com a economia e incerteza política.
- A confiança empresarial e do consumidor voltou ao nível de março de 2018.
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Mercado de Trabalho:
- Taxa de desemprego: 12,4% no trimestre encerrado em fevereiro.
- CAGED: -43 mil vagas em março, abaixo da projeção do IBRE.
- Renda habitual: R$2.285, com crescimento real de 0,75%.
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Inflação:
- IPCA: 0,75% em abril, acima das expectativas.
- Pressão inflacionária se reduz, com desaceleração a partir de junho.
- Expectativa de inflação para o ano: 3,9%, abaixo da meta.
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Reforma da Previdência:
- Incerteza política afeta a confiança e a retomada econômica.
- A postergação da votação e o risco de diluição da proposta geram cautela.
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Setor Externo:
- Exportações de commodities crescem, enquanto as de transformação caem.
- A Argentina tem desempenho fraco, impactando as exportações brasileiras.
Conclusão
Apesar do ambiente externo favorável, o Brasil enfrenta desafios internos, como a desaceleração da atividade, incerteza política e baixa confiança. A economia se mostra fraca e descompensada entre setores, com o setor de serviços sendo o único com crescimento consistente. A reforma da Previdência é um fator crítico para a estabilidade fiscal e econômica, mas seu avanço está em risco devido a possíveis alterações e atrasos. A inflação está em trajetória de desaceleração, mas ainda não está alinhada com a meta.
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