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报告摘要
Resumo do Boletim Macro IBRE - Fevereiro de 2019
Core Content
O Boletim Macro IBRE de Fevereiro de 2019 analisa o cenário macroeconômico brasileiro e internacional, destacando a reforma da Previdência como uma das principais iniciativas do governo Bolsonaro. A proposta, aprovada no Congresso, tem impacto fiscal significativo, com meta de R$ 1,165 trilhão nos primeiros dez anos de sua implantação. Apesar do potencial impacto positivo no ajuste fiscal, a reforma enfrenta desafios na tramitação legislativa, com expectativa de que alguns itens sejam abandonados, reduzindo seu efeito fiscal.
O cenário externo apresenta melhoras para os países emergentes, especialmente com a manutenção das taxas de juros nos EUA e ações mais acomodativas de outros bancos centrais, contribuindo para uma melhoria nas condições financeiras. No entanto, há riscos de desaceleração global, especialmente devido à guerra comercial entre EUA e China e à instabilidade política na Europa.
Internamente, o Brasil enfrenta desafios de crescimento e desemprego, com projeções de expansão do PIB de 2,1% em 2019, após um crescimento de 1,1% em 2018. A desaceleração da indústria e da construção civil foi um fator crítico para o desempenho fraco do PIB no último trimestre de 2018. A confiança dos agentes econômicos, tanto empresarial quanto do consumidor, melhorou, mas ainda está distante de níveis de otimismo sustentável.
Main Points
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Reforma da Previdência:
- A proposta foi aprovada no Congresso e tem um impacto fiscal significativo.
- A expectativa é de que alguns itens sejam abandonados, reduzindo seu impacto.
- A reforma pode levar a uma nova queda de juros e aceleração do crescimento, mas seu impacto fiscal ainda é incerto.
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Cenário Externo:
- Melhora nas condições financeiras globais, especialmente para os países emergentes.
- Estabilidade cambial nos EUA e sinais de acomodação de outros bancos centrais contribuem para a recuperação.
- Riscos de desaceleração global, especialmente por causa da guerra comercial e da instabilidade política na Europa.
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Atividade Econômica:
- O PIB cresceu 0,1% no quarto trimestre de 2018, levando o crescimento anual a 1,1%.
- Para 2019, o crescimento é projetado em 2,1%, com expectativa de recuperação da indústria e da construção civil.
- A indústria de transformação e a construção civil continuam em queda, afetando a atividade econômica.
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Confiança dos Agentes Econômicos:
- Os índices de confiança empresarial e do consumidor subiram, mas ainda estão distantes da neutralidade.
- A confiança empresarial avançou mais rapidamente do que a do consumidor, refletindo otimismo por parte das empresas.
- A confiança do consumidor está em níveis recordes, mas com cautela, pois a demanda por bens duráveis ainda é fraca.
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Mercado de Trabalho:
- A taxa de desemprego caiu para 11,6% no trimestre encerrado em dezembro, mas ainda é alta.
- A geração de empregos formais em janeiro é projetada em 90 mil vagas, com uma queda no ritmo de desemprego.
- O crescimento da população em idade de trabalhar foi impulsionado principalmente por subocupados e desalentados.
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Inflação:
- A inflação continua bem-comportada, com a meta de 4,25% para o final de 2019.
- O IPCA de janeiro foi de 0,32%, mantendo o viés de baixa.
- O IPA/FGV acumula alta de 7,92% em 12 meses, mas há sinais de aquecimento da atividade, especialmente em bens de investimento.
Key Information
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Crescimento do PIB:
- 2018: 1,1%
- 2019: 2,1% (cenario base)
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Taxa de desemprego:
- Dezembro 2018: 11,6%
- Projeção para 2019: média de 12,0%
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Taxa Selic:
- Mantida em 6,5% até o final de 2019, devido à estabilidade cambial e à pressão inflacionária controlada.
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Indicadores de confiança:
- Índice de Confiança Empresarial (ICE): 98,0 pontos
- Índice de Confiança do Consumidor (ICC): 96,6 pontos
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Exportações e Importações:
- Exportações de bens de capital em 2018: 12,4% (com plataformas de petróleo)
- Exportações de bens de capital em 2019: 6,4%
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Riscos:
- Desaceleração da indústria e da economia argentina.
- Aceleração da guerra comercial entre EUA e China.
- Incertezas políticas e econômicas, especialmente na Europa.
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Reformas Fiscais:
- A reforma da Previdência é apenas uma parte da agenda de reformas necessárias.
- Outras reformas incluem tributária, redução de subsídios públicos e abertura comercial.
Conclusão
O Boletim Macro IBRE destaca que, apesar de melhoras no cenário externo e uma agenda de reformas em andamento, o Brasil enfrenta desafios internos significativos, como a desaceleração da indústria, a alta taxa de desemprego e a necessidade de uma recuperação efetiva da economia. A reforma da Previdência é vista como uma oportunidade para ajuste fiscal, mas seu impacto ainda depende da tramitação no Congresso. A estabilidade macroeconômica e a melhoria do ambiente de negócios são fundamentais para a retomada do crescimento e a redução da taxa de desemprego.
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