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报告摘要
Resumo do Boletim Macro IBRE - Maio de 2018
1. Core Content: Cenário Econômico e Externo
O Boletim Macro IBRE de Maio de 2018 destaca que o ambiente externo e a incerteza eleitoral estão impactando negativamente a retomada econômica do Brasil. A curva de juros dos EUA subiu, o dólar se valorizou, o petróleo aumentou de preço e o apetite pelo risco em mercados emergentes caiu. Esses fatores pressionam a inflação e os juros no Brasil, enquanto reduzem o crescimento e a confiança.
O desempenho da economia brasileira também se mostrou mais fraco do que o esperado, com a projeção de crescimento para o primeiro trimestre revisada de +0,5% (TsT) para +0,2% (TsT) e para o ano de +2,6% para +2,3%. Setores como indústria e construção civil tiveram desempenho abaixo do esperado, enquanto a agropecuária foi o único setor com crescimento positivo, previsto em +2%.
2. Principais Indicadores e Resultados
- Confiança Empresarial e do Consumidor: O Índice de Confiança Empresarial (ICE) recuou 1,4 pontos, voltando ao nível de dezembro de 2017. A confiança do consumidor (ICC) caiu 2,6 pontos, ficando apenas 1,0 ponto acima do nível de dezembro de 2017.
- Incerteza Econômica: O Índice de Incerteza Econômica (IIE-Br) subiu 10,7 pontos no bimestre (fevereiro-abril), refletindo o impacto de temas políticos e jurídicos, especialmente a Operação Lava Jato.
- Mercado de Trabalho: A PNADC mostrou resultados decepcionantes, com queda no crescimento da renda média real e aumento na taxa de desemprego. No entanto, o desemprego desestacionalizado continua em queda, e o crescimento da PO informal deve ser menor em 2018, enquanto o formal deve ganhar destaque nos próximos trimestres.
3. Inflação
- A inflação no Brasil manteve-se abaixo do esperado, com o IPCA de abril registrando 0,22% (menor que a mediana de expectativas de 0,28%).
- A desvalorização do real frente ao dólar e o aumento do preço do petróleo não geraram uma aceleração significativa da inflação, pois foram compensados pela baixa atividade do setor produtivo e pela atuação do Banco Central.
- Para maio, o Monitor da Inflação da FGV prevê 0,30%, influenciado principalmente pela bandeira amarela de energia e pressões cambiais sobre combustíveis. Para junho, a inflação deve subir para 0,35%, com pressões por alimentos, especialmente carnes e derivados de trigo e soja.
4. Política Monetária
- O Banco Central (BC) encerrou o ciclo de afrouxamento monetário devido à desvalorização cambial e ao risco de inflação ficar abaixo da meta a médio prazo.
- A taxa Selic foi mantida em 6,5%, decisão considerada cautelosa e que não compromete a credibilidade do BC, mas pode reduzir a eficácia de suas comunicações com o mercado.
- A política monetária mais apertada, juntamente com a maior volatilidade e aversão ao risco, tornou as economias emergentes menos atraentes para investidores.
5. Contas Públicas
- O novo governo enfrenta desafios significativos com a regra de ouro, com uma insuficiência de R$ 203,4 bilhões em 2018, considerando os R$ 30 bilhões do BNDES.
- A margem para cumprimento da regra de ouro em 2019 é um dos maiores desafios para o novo governo, especialmente diante da persistente insuficiência orçamentária.
6. Contas Externas
- O Brasil enfrenta pressões cambiais devido à forte valorização do dólar, impactando negativamente as exportações, especialmente para países como a Argentina e a Turquia.
- A agropecuária e a indústria de transformação são os principais setores afetados, com riscos de redução de demanda externa.
- Apesar do impacto, a perspectiva agregada da balança comercial não é de perda total de participação, mas sim de necessidade de buscar novos mercados.
7. Cenário Político e Eleitoral
- A incerteza eleitoral, com candidatos pouco comprometidos com reformas, pode agravar o ambiente de confiança e crescimento.
- A fragmentação do Congresso e o enfraquecimento dos principais partidos levam a uma possibilidade de um presidente minoritário no início de 2019.
- O Boletim sugere que o novo presidente deveria priorizar uma agenda mais sólida e menos dependente de Medidas Provisórias, com foco em programas estruturais e em estabelecer alianças sólidas com o Congresso.
8. Cenário Internacional
- A Argentina enfrenta uma crise econômica, com moeda fraca, pressão de risco e dependência de capital externo.
- A crise argentina pode ter impactos negativos no Brasil, especialmente nas exportações para esse país.
- A Argentina optou por um ajuste gradual, mas incompleto, que não resolveu as principais fragilidades da economia, como déficit em conta corrente e elevada dívida externa.
9. Batalha Comercial China-Estados Unidos
- O Boletim menciona a discussão sobre a batalha comercial entre China e EUA, que pode afetar a economia global e, por consequência, o Brasil.
- A volatilidade nos mercados internacionais e a redução do apetite pelo risco emergente são fatores que podem influenciar negativamente o crescimento e a confiança no Brasil.
10. Conclusão
- O cenário macroeconômico do Brasil piorou, com maior volatilidade externa e incerteza eleitoral.
- A economia brasileira cresce em ritmo moderado, com a inflação controlada, mas com riscos de aumento.
- O BC agiu com cautela, mantendo a Selic em 6,5%, e encerrou o ciclo de afrouxamento monetário.
- O governo enfrenta desafios de ordem fiscal, enquanto o mercado de trabalho formaliza-se gradualmente, apesar de uma desaceleração na demanda.
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