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报告摘要
Resumo do Boletim Macro IBRE - Agosto de 2017
1. Atividade Econômica
- Contexto: O mês de agosto foi marcado por uma retomada gradual da atividade econômica, apesar da incerteza política persistente.
- Indicadores:
- O IBC-Br registrou uma alta de $0,3%$ TsT no segundo trimestre, acima das expectativas.
- A Pesquisa Mensal dos Serviços (PMS) também contribuiu positivamente, com variação de $0,3%$ TsT.
- Projeções:
- O PIB do segundo trimestre deve ter uma taxa de variação trimestral negativa de $-0,2%$ TsT, influenciado negativamente pela agropecuária.
- Para o terceiro trimestre, a expectativa é de uma recuperação lenta, com crescimento de $0,1%$ TsT.
- A projeção de crescimento para o ano de 2017 foi revisada para $0,3%$, acima da anterior de $0,2%$.
- Setores:
- Consumo das Famílias: Projeção de $1,0%$ TsT.
- Consumo do Governo: $0,6%$ TsT.
- Investimento: $-0,4%$ TsT.
- Exportação: $0,4%$ TsT.
- Importação: $-2,6%$ TsT.
- Agropecuária: $-4,6%$ TsT.
- Indústria: $-0,1%$ TsT.
- Construção Civil: $-1,7%$ TsT.
- Servicos: $0,2%$ TsT.
2. Expectativas de Empresários e Consumidores
- Confiança: Apesar de um ajuste negativo no início do ano, os indicadores de julho mostraram uma recuperação parcial, com confiança empresarial e do consumidor ainda historicamente baixa, comparável aos níveis da recessão de 2008-2009.
- Expectativas:
- Empresários ajustaram expectativas para baixo, mas houve uma leve melhora na confiança na situação atual.
- O consumidor continua cauteloso, mesmo com juros em queda, inflação baixa e liberação de recursos do FGTS.
- FGTS: A principal destinação dos recursos liberados foi a quitação de dívidas (37,6%), seguida por poupança (30,0%) e consumo (27,8%).
- Mercado de Trabalho:
- A taxa de desemprego caiu de $13,3%$ em maio para $13,0%$ em junho, mas os dados do CAGED indicam que a recuperação do mercado de trabalho é lenta e gradual.
- A entrada de trabalhadores informais e por conta própria não é suficiente para sustentar uma recuperação mais acelerada.
- Projeções apontam para uma taxa de desemprego média de $12,9%$ em 2017, caindo para $12,7%$ em 2018.
3. Inflação
- Situação: A inflação em 2017 foi impulsionada principalmente pelos preços dos alimentos, que registraram uma queda significativa.
- IPCAno:
- A taxa do IPCA em 12 meses chegou a $2,71%$ em julho de 2017, uma desaceleração consecutiva de 10 meses.
- A queda de $3,35%$ no IGP-DI entre junho e julho de 2017 foi a mais intensa desde 1994.
- Produtos Agrícolas:
- O grupo de produtos agrícolas do IPA acumulou queda de $17,42%$ em 12 meses, contribuindo significativamente para a desaceleração da inflação.
- A queda dos preços dos alimentos respondeu por $60%$ da desaceleração de seis pontos percentuais no IPCA.
- Projeções para 2017:
- A inflação deverá fechar o ano em torno de $3,6%$, com possíveis pressões inflacionárias a partir de setembro, especialmente devido ao aumento do PIS/COFINS e ao impacto nos preços de combustíveis e transporte.
4. Política Monetária
- Selic: O BC mantém o ritmo de queda da Selic, com a possibilidade de uma nova redução de 100 pontos em setembro.
- Mercado: A reação do mercado foi mais positiva do que esperado, com redução de risco e fortalecimento do real.
- Projeções de Inflação: O BC revisou sua projeção de inflação para 2018 de $4,4%$ para $4,2%$, refletindo a desaceleração da inflação.
5. Reformas Fiscais
- Meta de Déficit Primário: A meta foi revisada para R$ 159 bilhões em 2017, com uma expectativa de que o déficit primário possa se tornar positivo em 2018.
- Teto de Gastos: O autor Manoel Pires destaca a necessidade de reformas fiscais mais críveis e estruturais, especialmente a reforma da previdência, para garantir a sustentabilidade do ajuste fiscal.
- Desafios: O governo enfrenta desafios para cumprir as metas fiscais em um ano eleitoral, e o teto de gastos pode se tornar uma restrição ativa a partir de 2019.
6. Balanço de Pagamentos
- Superávit: A conta corrente do balanço de pagamentos registrou superávit de US$ 750 milhões até junho de 2017, um aumento significativo em relação a 2016.
- Projeções:
- O deficit em transações correntes para 2017 é previsto em torno de US$ 10 bilhões.
- A balança comercial deve fechar o ano com superávit acima da média histórica, em torno de US$ 65 bilhões.
- Cenário Internacional: A economia global está em recuperação, e não há sinais de fuga de capital do Brasil, apesar do ambiente político incerto.
7. Reforma Tributária
- Conclusões: A seção final do boletim apresenta considerações sobre as características desejáveis de uma reforma tributária no Brasil, com referências a experiências internacionais.
- Objetivo: A reforma deve equilibrar a composição do ajuste fiscal, aumentando a sustentabilidade e a eficiência do sistema tributário.
8. Conclusão Geral
- Recuperação Econômica: A economia brasileira mostra sinais de estabilização e recuperação, embora o crescimento continue lento e gradual.
- Desafios: A incerteza política e a falta de reformas estruturais continuam a ser obstáculos para o ajuste fiscal.
- Futuro: A retomada econômica pode trazer redução do desemprego e recuperação das receitas tributárias, mas ainda é necessário mais esforço para sustentar o crescimento e reduzir o déficit.
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