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报告摘要
Resumo do Boletim Macro IBRE - Janeiro de 2018
Core Content
O Boletim Macro IBRE de janeiro de 2018 apresenta uma visão otimista sobre a recuperação econômica do Brasil no ano de 2017, com expectativas de crescimento positivo para 2018. No entanto, os riscos persistem, especialmente em relação a incertezas políticas, ações de reformas e o cenário internacional.
Main Points
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Crescimento Econômico 2017 e 2018
- O PIB brasileiro cresceu 1,1% em 2017, superando as expectativas iniciais de 1,0%.
- Para 2018, o crescimento previsto é de 2,8%, com a economia mostrando sinais de aceleração.
- No quarto trimestre de 2017, o PIB cresceu 0,2% (TsT), enquanto o consumo das famílias foi o principal motor da recuperação, com 2,6% (TsT).
- O investimento também contribuiu positivamente, com 1,2% (TsT) no segundo semestre de 2017, após uma contração de 5% no primeiro.
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Riscos e Incertezas
- A recuperação está sujeita a dois grandes riscos: o cenário externo não benigno e a turbulência política e fiscal.
- A redução do crescimento do PIB em 2018 pode ser afetada por volatilidade cambial e falta de avanços nas reformas.
- O rebaixamento da nota de longo prazo do Brasil pela Standard & Poor's reflete a dificuldade do governo em resolver o impasse judicial.
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Inflação de 2017
- A inflação oficial (IPCA) em 2017 foi de 2,95%, abaixo da previsão inicial de 4,9%.
- O grupo Alimentação e Bebidas foi a âncora da inflação, com uma queda de 1,85% em preços, enquanto os grupos Saúde (6,52%) e Educação (7,11%) superaram a meta.
- A desinflação foi impulsionada pelas safras recordes de 2017, que reduziram os preços dos alimentos domésticos.
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Política Monetária
- A política monetária expansionista do Banco Central continua sendo um fator importante para sustentar a recuperação.
- A taxa básica de juros pode atingir 6,75% a.a. ao final do ciclo de afrouxamento.
- A política do Fed (EUA) com juros baixos e o ambiente externo benigno ajudam a manter o estímulo monetário no Brasil.
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Mercado de Trabalho
- A recuperação do mercado de trabalho continua, com a taxa de desemprego em 12,0% em novembro de 2017.
- O rendimento real cresceu em 2017, mas é previsto que diminua em 2018 devido à queda da inflação e ao menor crescimento nominal dos salários.
- O setor de serviços foi o principal responsável pelo crescimento da renda real, enquanto a indústria e o comércio mostraram desempenho variável.
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Cenário Fiscal
- O saldo fiscal em novembro de 2017 foi favorável, com o governo enfrentando menor necessidade de financiamento.
- No entanto, o bom resultado foi atribuído a efeitos atípicos, como eventos não recorrentes e mudanças sazonais.
- A turbulência política e a incerteza sobre reformas continuam a impactar a confiança dos agentes econômicos.
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Setor Externo
- O balanço comercial em 2017 registrou superávit recorde de US$ 67 bilhões.
- Para 2018, o superávit é previsto em US$ 53 bilhões, mas há risco de desaceleração das exportações e aumento das importações se o crescimento do PIB for frustrado.
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Cenário Internacional
- O dólar continua forte, mas a retração do crescimento americano em relação ao europeu pode levar a uma valorização mais equilibrada.
- A integração financeira global limita a autonomia dos países com regimes cambiais fixos, como o Brasil, para conduzir políticas monetárias independentes.
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Eleições e Reformas
- O julgamento do TRF-4 e a reforma da Previdência são eventos-chave para as eleições de outubro de 2018.
- Essas decisões podem impactar a confiança dos agentes econômicos e a continuidade das reformas.
Key Information
- Crescimento esperado para 2018: 2,8%.
- Taxa de inflação em 2017: 2,95%, menor que a prevista inicialmente.
- Renda real em 2018: Prevista em crescimento de 1%.
- Taxa básica de juros: Pode chegar a 6,75% a.a. no final de 2018.
- Riscos principais: Cenário internacional volátil, incertezas políticas e fiscais.
- Setor mais otimista: Indústria, com expectativas positivas de contratações.
- Cenário fiscal: Melhora temporária, mas com riscos de reversão.
Conclusão
Apesar dos sinais positivos de recuperação econômica no Brasil em 2017, o cenário para 2018 ainda apresenta riscos significativos, principalmente devido à incerteza política e fiscal e à volatilidade internacional. A política monetária expansionista e a desinflação são fatores favoráveis, mas a ausência de reformas estruturais e a turbulência eleitoral podem afetar a sustentabilidade da recuperação.
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