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报告摘要
Seminário de Análise Conjuntural - Resumo
1. Apresentadores e Estrutura do Evento
- Abertura: Regis Bonelli
- Palestrantes:
- José Júlio Senna – Política Monetária: EUA e Brasil
- Viviane Seda – Expectativas de Empresas e Consumidores
- Salomão Quadros – Panorama da Inflação a Curto Prazo
- Silvia Matos – Cenário Macro Consolidado
- Comentários Finais: Samuel Pessoa, Bráulio Borges e Armando Castelar
2. Política Monetária: EUA e Brasil
EUA
- Descolamento das Bolsas: Após a eleição de Trump, as bolsas dos EUA se descolaram das emergentes, refletindo incertezas sobre protecionismo e política fiscal.
- Dólar Forte: O dólar subiu significativamente, com pressão sobre as moedas emergentes.
- Expectativas de Inflação: As expectativas de inflação permaneceram estáveis, mesmo com o aumento das taxas de juros.
- Fed: Aumento das taxas de juros foi esperado, com expectativa de que o comunicado da Fed não geraria grandes especulações.
- Efeitos de Trump: A política de Trump gerou incertezas, mas não impactou diretamente a inflação, que segue controlada.
Brasil
- Conservadorismo Monetário: A política monetária brasileira manteve-se conservadora, com aumento dos juros reais e estabilidade cambial.
- Impacto da Recessão: A economia brasileira está em uma das piores recessões da história, com atividade econômica aquém do esperado.
- Cenário de Referência: O Banco Central mantém a taxa de juros e o câmbio estáveis, com projeções de 14% a.a. e R$3,40/US$ para 2017.
- Cenário de Mercado: O câmbio pode subir para R$3,50/US$ em 2017 e R$3,80/US$ em 2018, com taxas de juros mais baixas.
- Regra de Taylor: A partir de 2017, o Banco Central seguirá a regra de Taylor para ajustar a política monetária.
3. Expectativas de Empresas e Consumidores
- Indicadores de Incerteza:
- IIE-Br-Mídia: Mede a frequência de notícias com incerteza.
- IIE-Br-Expectativa: Baseado nas dispersões das previsões de especialistas sobre taxa de câmbio e IPCA.
- IIE-Br-Mercado: Reflete a volatilidade do mercado financeiro.
- Confiança Empresarial e do Consumidor:
- Os índices de confiança estão em níveis históricamente baixos.
- A confiança empresarial recuou em novembro, indicando uma recuperação lenta.
- A confiança do consumidor também apresenta sinais de desaceleração.
- Sondagens de Tendência:
- Sinais de recuperação são fracos.
- A desinflação está mais difundida, com expectativa de inflação de 5,1% em 2017.
- A alimentação no domicílio será responsável por cerca de 60% da redução inflacionária.
- Os serviços continuam em desaceleração, influenciados pelo mercado de trabalho.
4. Cenário Macro Consolidado
- Recessão Severa: A economia brasileira está em uma das piores recessões da história.
- Crescimento do PIB:
- Em 2016, houve uma contração de -3,5%.
- Para 2017, a previsão é de crescimento de 0,3%, com expectativas mais otimistas.
- Atividades Econômicas:
- Indústria: Contratação em outubro, mas crescimento esperado em novembro não compensará os resultados anteriores.
- Agropecuária: Crescimento de 4,5% em 2017.
- Construção Civil: Crescimento de 1,7% em 2017.
- Serviços: Contração de 0,1% em 2017.
- Consumo:
- O consumo das famílias recuou em 2016 e permaneceu estável em 2017.
- A desinflação está mais difundida, mas a recuperação do consumo ainda é difícil.
- Formação Bruta de Capital Fixo (FBCF):
- Caiu 5 pontos percentuais nos últimos 3 anos.
- Em 2017, a FBCF está em 0,2%, indicando pouca atividade de investimento.
5. Cenário Fiscal
- Despesas Primárias do Governo Central:
- Em 2016, as despesas primárias estavam em níveis elevados, com contribuição significativa da transferência de renda.
- Transferência de Renda (Social):
- O Brasil tem uma alta participação de transferência de renda, com impacto no PIB.
- Receita do Governo:
- A receita primária e secundária teve variações, refletindo a complexidade da agenda fiscal.
- Déficit Fiscal:
- O déficit fiscal continua preocupante, tanto em 2016 quanto em 2017.
- A aprovação das reformas fiscais (PEC dos Gastos e reforma da Previdência) é um desafio.
- Dívida Pública:
- A dívida bruta do governo geral permanece elevada, com projeções de aumento em 2017 e 2018.
- A implementação de políticas fiscais e a capacidade de investimento do BNDES são fatores críticos.
6. Conclusão
- A economia brasileira enfrenta uma recessão severa, com recuperação lenta.
- A desinflação está mais difundida, com expectativa de inflação de 5,1% em 2017.
- A confiança empresarial e do consumidor ainda está em níveis baixos, indicando uma recuperação desacelerada.
- A agenda fiscal é complexa e incerta, com riscos de cenários adversos.
- A política monetária brasileira segue conservadora, com o Banco Central reagindo de acordo com a regra de Taylor.
- O cenário externo, especialmente a política de Trump, apresenta incertezas, mas não impacta diretamente a inflação.
- A recuperação da economia dependerá de uma restauração real da solvência do setor público e de políticas fiscais eficazes.
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