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报告摘要
Resumo do Boletim Macro IBRE - Dezembro de 2017
Core Content
O Boletim Macro IBRE de dezembro de 2017 apresenta uma análise macroeconômica do Brasil, destacando os principais desafios e perspectivas para o ano de 2018. O documento também comemora a contribuição de Regis Bonelli, que faleceu em 2017 e foi coordenador geral do Boletim desde 2011.
Main Points
1. Atividade Econômica
- O crescimento do PIB no terceiro trimestre de 2017 foi de 0,1% TsT (1,1% AsA), em linha com as expectativas do IBRE e do mercado.
- A volatilidade do PIB agropecuário no primeiro trimestre distorceu os dados subsequentes, mas, excluindo essa atividade, o desempenho foi bastante robusto.
- Para 2018, a projeção de crescimento é de 2,8%, considerando os efeitos defasados da queda da taxa básica de juros e o ambiente cambial ainda favorável.
- A indústria e os serviços mostraram desempenho positivo, enquanto o consumo das famílias e o investimento tiveram contribuições menores.
2. Expectativas de Empresários e Consumidores
- Os indicadores de confiança voltaram a subir em novembro, refletindo a consolidação da recuperação econômica.
- A confiança empresarial retomou os níveis médios de 2014, enquanto a confiança do consumidor também mostrou melhora.
- Apesar do aumento de confiança, os consumidores continuam avaliando desfavoravelmente a situação financeira familiar, apesar de mostrarem certo otimismo sobre o futuro.
- A desconfiança em relação ao cenário político pode continuar a moderar os gastos do consumidor, mas a ausência de choques políticos pode sustentar a tendência de aumento da confiança.
3. Mercado de Trabalho
- Houve continuidade na recuperação do mercado de trabalho em 2017, com geração líquida de empregos formais no CAGED.
- A taxa de desemprego em outubro foi de 12,2%, e prevê-se uma pequena queda para 12,1% em dezembro.
- A recuperação parece estar mais ligada ao trabalho informal, e espera-se que em 2018, com maior atividade econômica, haja uma recuperação mais significativa da ocupação formal.
- Projeção de 514 mil vagas geradas no CAGED em 2018, com a taxa de desemprego chegando a 11,5% até dezembro de 2018.
4. Inflação
- A inflação acumulada em 11 meses de 2017 foi de 2,50%, e é esperado que o ano termine com taxa abaixo de 3%.
- A desaceleração da inflação foi principalmente impulsionada pela queda de quase 15 pontos percentuais na taxa de variação dos preços dos alimentos.
- O subconjunto de preços livres (serviços e bens de consumo) também apresentou desaceleração, mas com menos volatilidade.
- A expectativa é de uma inflação superior a 4% em 2018, mas com folga em relação à meta de 4,5%.
- A alta inflacionária será, em grande parte, resultante da volta dos preços dos alimentos ao seu curso normal, após a deflação causada pela safra recorde.
5. Política Monetária
- O Banco Central sinalizou a possibilidade de nova redução da taxa Selic em 2018, com uma redução de 25 pontos base para fevereiro.
- A taxa Selic terminará 2017 em 7,0%, o nível mais baixo desde a implantação do regime de metas de inflação.
- A desaceleração da inflação e o ambiente macroeconômico estável levam a uma redução mais segura da taxa Selic.
- Caso haja dificuldades na aprovação da reforma da Previdência, o BC pode reduzir a taxa Selic em mais 50 pontos base.
- A redução de 25 pontos base é considerada a possibilidade mais provável, dada a incerteza política e a necessidade de manter a estabilidade.
6. Contas Fiscais
- As receitas públicas tiveram um desempenho positivo, enquanto as despesas mostraram pouca melhora.
- A recuperação da arrecadação pode ser atribuída à melhora dos indicadores econômicos, mas não é suficiente para estancar o déficit fiscal.
- A necessidade de reformas fiscais profissionais é reforçada, com a expectativa de que os candidatos eleitorais em 2018 possam ser pressionados a adotar ajustes fiscais contínuos.
7. Cenário Internaçional
- A proposta de reforma tributária dos EUA, patrocinada pelo Partido Popular, pode gerar impactos positivos na economia americana, mas o mercado não espera uma elevação mais agressiva dos juros do Fed.
- A popularidade do Presidente da CNI e a redução do IIE (Índice de Incerteza Econômica) contribuíram para a melhora da confiança do consumidor.
- A desconfiança política continua a afetar o comportamento dos consumidores, mas a estabilidade do cenário macroeconômico pode ajudar a manter a confiança.
8. Análise Especial
- A Dra. Joisa Dutra, diretora do CERI, destaca a necessidade de reformas no setor energético para garantir equilíbrio econômico e social.
- O Brasil tem a oportunidade de estruturar mudanças para se alinhar com transformações globais, como inovações tecnológicas e políticas climáticas.
- A projeção de crescimento para 2018 considera a diversificação da matriz energética e o impacto da recuperação da economia.
Key Information
- Regis Bonelli foi uma figura importante no IBRE, coordenador geral desde 2011, e seu falecimento foi uma perda significativa para a economia brasileira.
- O crescimento do PIB em 2017 foi de 1,0%, e para 2018 é projetado em 2,8%.
- A confiança empresarial e do consumidor está em recuperação, mas ainda sob influência de incertezas políticas e econômicas.
- A taxa de desemprego deve cair ligeiramente para 12,1% no final de 2017 e até 11,5% em dezembro de 2018.
- A inflação em 2017 foi de 2,50%, com expectativa de subida em 2018, mas ainda abaixo da meta de 4,5%.
- A política monetária do BC aponta para uma redução de 25 pontos base da Selic em 2018, dependendo do andamento da reforma da Previdência.
- A agenda de reformas continua a ser um desafio, especialmente no que diz respeito à reforma da Previdência, com incertezas sobre a aprovação e o impacto eleitoral.
Conclusão
O cenário macroeconômico do Brasil em 2017 apresenta uma recuperação modesta, mas sustentada, com o PIB crescendo em 1,0%. Para 2018, espera-se um crescimento mais significativo de 2,8%, impulsionado pela estabilidade externa, redução dos juros e possível avanço na agenda de reformas. No entanto, incertezas políticas e econômicas persistem, especialmente em relação às eleições e à aprovação da reforma da Previdência, que podem impactar a trajetória de recuperação. A inflação, embora tenha se desacelerado, deve subir novamente em 2018, mas ainda estará abaixo da meta de 4,5%. O mercado de trabalho mostra sinais de recuperação, com expectativa de maior geração de empregos formais no próximo ano.
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