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报告摘要
Resumo do Boletim Macro IBRE - Maio de 2017
Core Content
O Boletim Macro IBRE de maio de 2017 analisa o estado da economia brasileira em um contexto de elevada incerteza política, gerada principalmente pela delação da JBS. Apesar de sinais de recuperação econômica em alguns setores, a instabilidade política e a desaceleração da atividade industrial e de serviços levantam dúvidas sobre a sustentabilidade da recuperação. O documento também aborda a inflação, o mercado de trabalho, e a política monetária e fiscal, destacando a importância de reformas e políticas públicas para o futuro do País.
Main Points
1. Atividade Econômica
- O PIB do primeiro trimestre de 2017 cresceu 1,0% (TsT) e -0,4% (AsA), com o setor agropecuário sendo o principal motor do crescimento.
- A recuperação é lenta e gradual, e o desempenho positivo do primeiro trimestre pode ser compensado por uma desaceleração no segundo trimestre.
- A indústria de transformação apresenta desempenho fraco, o que limita o crescimento do PIB.
- A projeção para o crescimento do PIB em 2017 é de 0,4%, mas com viés de baixa devido à incerteza política.
2. Expectativas de Empresários e Consumidores
- Os indicadores de confiança mostram uma atenuação do ritmo de recuperação, com o setor empresarial mantendo a confiança em alta, mas ainda com forte incerteza.
- O consumidor continua preocupado com a demora na recuperação e com o nível elevado de incerteza política.
- As famílias estão mais endividadas do que em outras recessões, o que limita o potencial de aceleração do consumo de bens duráveis.
- Os segmentos de revendedores e produtores de bens duráveis são mais otimistas, embora a recuperação do mercado de trabalho ainda não esteja consolidada.
3. Mercado de Trabalho
- A taxa de desemprego aumentou ligeiramente, mas o mercado de trabalho formal mostra sinais de recuperação gradual.
- O CAGED registrou geração de 60 mil empregos em abril, mas o ajuste sazonal revela uma queda de -36,4 mil.
- A PNAD Continua indica uma taxa de desemprego de 13,7% em abril, com uma desaceleração da queda da população ocupada.
- Indicadores antecipadores, como a sondagem de situação atual da indústria e o indicador de horas trabalhadas, sugerem uma retomada lenta do mercado de trabalho, com contratações esperadas a partir do final de 2017 e em 2018.
4. Inflação
- A desinflação dos serviços livres foi intensa entre agosto de 2016 e fevereiro de 2017, mas houve uma pequena aceleração em abril.
- O indicador de inflação subjacente dos serviços, desenvolvido pelo BACEN, sugere que a desinflação continua, com uma taxa de 5,94% em fevereiro e uma leve queda em abril para 5,96%.
- A análise indica que há espaço para a inflação dos serviços convergir para uma taxa próxima da meta no final de 2017, mesmo que não idêntica.
Key Information
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Crescimento do PIB:
- 2017T1: 1,0% (TsT) e -0,4% (AsA).
- 2017T2: Projeção de queda de 0,1% (TsT) e -0,2% (AsA).
- Projeção para 2017: Crescimento moderado de 0,4%, com risco de revisão devido à instabilidade política.
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Setores de destaque no primeiro trimestre:
- Agropecuária: Crescimento de 11,1% (TsT) e 12,4% (AsA).
- Extrativa: Crescimento de 2,6% (TsT) e 10,9% (AsA).
- Exportações líquidas: Contribuíram positivamente para o PIB.
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Setores com desempenho fraco:
- Consumo das famílias: -0,3% (TsT) e -2,1% (AsA).
- Investimento: -1,9% (TsT) e -4,2% (AsA).
- Indústria de transformação: Crescimento lento e descontínuo.
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Mercado de trabalho:
- Taxa de desemprego: 13,7% em abril.
- Geração de empregos no CAGED: +60 mil em abril, mas -36,4 mil após ajuste sazonal.
- Expectativa de retomada de contratações a partir do final de 2017.
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Inflação:
- Taxa de inflação dos serviços livres: 5,96% em abril.
- Inflação subjacente: Indica uma tendência de desaceleração, com espaço para convergir para uma taxa próxima da meta de inflação no final de 2017.
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Política Monetária:
- O IBRE defende a manutenção de uma política monetária conservadora, com a possibilidade de redução da Selic em 100 pontos.
- A desinflação é considerada um fator essencial para a redução dos juros e o crescimento econômico.
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Política Fiscal:
- A arrecadação de tributos federais continua fraca, com mudanças na composição do PIB.
- A indústria de transformação é o setor mais afetado, enquanto os serviços compensam parcialmente a queda.
Conclusão
O Boletim destaca que, apesar dos sinais positivos de recuperação, a economia brasileira ainda enfrenta uma série de desafios, incluindo a incerteza política, a desaceleração da indústria e a persistente pressão inflacionária. A recuperação é vista como lenta e gradual, dependendo da consolidação da reforma fiscal e da estabilização do ambiente político. O documento também enfatiza a importância de medidas que promovam a desalavancagem de empresas e famílias, além de políticas que reduzam a incerteza e estimulem a confiança dos agentes econômicos.
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