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报告摘要
Resumo do Boletim Macro IBRE - Janeiro de 2017
Core Content
O Boletim Macro IBRE de janeiro de 2017 aponta uma leve melhoria no balanço de riscos da economia brasileira, embora a crise ainda não tenha terminado. A narrativa econômica começa a ganhar força, com sinais positivos em diversos setores e fatores que podem impulsionar a recuperação.
Main Points
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Inflação: Os sinais de desaceleração da inflação são mais claros do que os analistas esperavam. A taxa de inflação do IPCA para 2017 é prevista em cerca de 5%, com a desinflação intensificada no último quadrimestre de 2016.
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Nível de Atividade: A produção industrial teve uma elevação robusta em dezembro, impulsionada principalmente pela indústria automotiva. Além disso, a liberação de recursos do FGTS pode impulsionar o consumo das famílias, contribuindo para o crescimento do PIB.
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Crescimento Econômico: A projeção de crescimento do PIB para 2017 é de 0,3%, com um viés de alta. A safra agrícola de 2017 é considerada um fator positivo, com expectativa de crescimento de 16,1%. A liberação de recursos do FGTS pode adicionar um impulso adicional ao consumo, elevando a taxa de crescimento em 0,4% se metade dos recursos for utilizada para consumo.
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Confiança Empresarial e do Consumidor: Os índices de confiança mantiveram a tendência de queda observada no final de 2016, com níveis mínimos da recessão de 2008. No entanto, a prévia da sondagem industrial mostrou uma leve recuperação, o que pode indicar um sinal de otimismo para o início de 2017. A confiança do consumidor permaneceu em níveis mínimos, enquanto a confiança empresarial apresentou um aumento de 3,1 pontos, sugerindo uma possível retomada.
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Mercado de Trabalho: O mercado de trabalho formal permaneceu fraco, com a taxa de desemprego atingindo 11,9% em novembro. A população desocupada cresceu 0,75%, atingindo 12,1 milhões, o pior nível desde 1992. Apesar disso, houve um crescimento não-sazonal da população ocupada e da população economicamente ativa, indicando uma possível retomada gradual a partir de meados de 2017.
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Política Monetária: O Banco Central reduziu a taxa SELIC em 0,75 pp, maior que o esperado, sinalizando um afrouxamento monetário. A previsão é de que a taxa SELIC possa chegar a 9,5% ao final do ano, com a desaceleração da inflação sendo um fator crucial.
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Política Fiscal: O ano de 2016 não foi positivo para a política fiscal, mas houve alguns avanços, como a aprovação da PEC 55/16 e a redução do déficit primário para R$ 167,7 bilhões (2,7% do PIB). A reforma da Previdência ainda é um fator crítico para a confiança dos agentes econômicos.
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Setor Externo: O superávit comercial previsto para 2017 é de US$ 35 bilhões, menor que o de 2016, que foi de US$ 48 bilhões. A redução das importações foi mais expressiva do que a das exportações, mas há expectativa de que o superávit continue positivo.
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Riscos Globais: A nova administração dos EUA e a saída do Reino Unido da UE representam riscos para a economia global, com possíveis impactos negativos no Brasil. No entanto, o Boletim acredita que os impactos não serão tão graves quanto o passado recente.
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Economia Mundial: A economia mundial apresenta uma dinâmica positiva, com possíveis elevações dos juros nominais e escape dos riscos de deflação.
Key Information
- Crescimento do PIB 2017: 0,3% (com viés de alta)
- Taxa de desemprego em novembro: 11,9%
- Redução da SELIC em janeiro: 0,75 pp
- Previsão para a taxa SELIC ao final de 2017: 9,5%
- Superávit comercial previsto para 2017: US$ 35 bilhões
- Deficit primário de 2016: R$ 167,7 bilhões (2,7% do PIB)
- Liberação de recursos FGTS: R$ 30 bilhões, possivelmente impactando o consumo das famílias em 0,4%
- Safra agrícola de 2017: Crescimento de 16,1%
Summary of Sections
| Seção | Conteúdo |
|---|---|
| 1. Atividade Econômica | Melhoria no balanço de riscos, crescimento do PIB em 2017 previsto em 0,3%, impacto positivo da safra e liberação de recursos FGTS. |
| 2. Expectativas de Empresários e Consumadores | Indices de confiança em queda, mas sinais de recuperação. A desaceleração da inflação e redução de juros podem ajudar a melhorar a confiança. |
| 3. Mercado de Trabalho | Taxa de desemprego em 11,9%, população desocupada cresceu 0,75%. Crescimento não-sazonal da população ocupada e economicamente ativa. |
| 4. Inflação | Desaceleração da inflação, com taxa de 5% para 2017. A desinflação foi mais intensa no último quadrimestre de 2016. |
| 5. Política Monetária | Redução da SELIC, com sinalização de futuros cortes. O afrouxamento monetário pode ajudar a estabilizar a inflação. |
| 6. Política Fiscal | Deficit primário de 2016 foi de R$ 167,7 bilhões. A reforma da Previdência é crucial para a confiança dos agentes econômicos. |
| 7. Setor Externo | Superávit comercial de 2017 previsto em US$ 35 bilhões. Redução das importações foi maior do que a das exportações. |
| 8. Economia Mundial | Riscos globais como a política dos EUA e saída do Reino Unido da UE. Dinâmica positiva global pode beneficiar a economia brasileira. |
| 9. Observatório Político | O governo Temer tem enfrentado desafios, mas a aprovação de medidas de ajuste fiscal pode melhorar a confiança. |
| 10. China | A China pode ter um desempenho positivo em 2017, com uma sintonia fina e demonstração de força. |
Conclusão
O Boletim Macro IBRE destaca que, embora a economia brasileira ainda esteja em crise, há sinais de melhoria e otimismo para 2017. A desaceleração da inflação, a melhoria no balanço de riscos e os possíveis impactos positivos da reforma da Previdência e da liberação de recursos FGTS são fatores importantes. No entanto, os riscos globais e domésticos devem ser monitorados com cuidado.
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