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报告摘要
Resumo do Boletim Macro IBRE - Novembro de 2017
Core Content
O Boletim Macro IBRE de novembro de 2017 analisa a economia brasileira em um contexto de "compasso de espera", ou seja, um período de estabilização e preparação para mudanças mais profundas no ano seguinte. O governo Temer, apesar da crise política e econômica, mostrou capacidade de manter a economia em uma trajetória de recuperação, embora as reformas estruturais ainda estejam pendentes.
Main Points
1. Atividade Econômica
- Crescimento do PIB:
- O PIB do terceiro trimestre de 2017 deve crescer 0,1% (TsT) e 1,3% (AsA).
- Excluindo a agropecuária, o crescimento será 0,9% (TsT) e 1,0% (AsA), indicando uma recuperação mais robusta.
- A projeção para 2018 é de 2,5% de crescimento.
- Componentes da atividade:
- Indústria e comércio varejista estão liderando a recuperação.
- Investimento também apresenta sinais positivos, com expectativa de crescimento de 1,3% (TsT).
- Agricultura continua a ser um fator negativo, com prejuízo estimado de -4,0% (TsT).
- Risco Energético:
- A baixa capacidade dos reservatórios hidrelétricos pode pressionar o crescimento e a inflação no curto prazo.
- A possibilidade de aumento significativo das tarifas de energia pode impactar a demanda interna e a inflação.
2. Expectativas de Empresários e Consumidores
- Confiança:
- Os índices de confiança de consumidores e empresas aumentaram em outubro, consolidando a tendência de recuperação.
- A confiança empresarial apresenta maior resiliência diante de choques políticos.
- O Índice de Situação Atual (ISA) mostrou avanços em todos os setores, com destaque para a indústria (8,5 pontos acumulados).
- Consumo das famílias:
- A confiança dos consumidores está em 73,2 pontos, ainda 1,6 pontos abaixo do nível de março de 2017.
- O consumo está sendo impulsionado por fatores como redução do endividamento, aumento do poder de compra e reversão da demanda interna.
3. Mercado de Trabalho
- Desempenho de setembro:
- O saldo de emprego formal foi 34,3 mil vagas, abaixo do esperado.
- A taxa de desemprego ficou em 12,4%, um pouco acima de agosto.
- Análise dos dados:
- Os resultados de setembro são vistos como um ruído na tendência de recuperação.
- A alta no saldo do CAGED em outubro (76,6 mil vagas) reforça a visão de que a trajetória de recuperação do mercado de trabalho se mantém.
- O mercado de trabalho deve continuar em recuperação lenta e gradual até o final de 2018.
4. Inflação
- Inflação em 2017:
- A inflação do ano deve fechar próxima de 3%, um pouco acima do esperado.
- O IPCA de outubro foi 0,10 ponto percentual abaixo das expectativas.
- Fatores que influenciam a inflação:
- A queda consecutiva de preços dos alimentos in natura (sexta queda) compensou parte da aceleração dos preços administrados.
- O clima é considerado o principal fator que determinará a inflação em 2018.
5. Políticas Monetária e Fiscal
- Curva de juros:
- A curva de juros está em forte inclinação, refletindo preocupações com eleições e reformas.
- A expectativa é de que os juros sejam reduzidos no curto prazo.
- Déficit nominal:
- O déficit nominal ainda é preocupante, com 8,8% do PIB em setembro de 2017.
- A recuperação do consumo e do investimento pode ajudar a reduzi-lo.
6. Setor Externo
- Importações:
- As importações de bens intermediários indicam a recuperação do setor industrial.
- As importações de bens de capital são voláteis, sugerindo uma necessidade de análise cautelosa.
- Balança comercial:
- O Brasil continua registrando recordes de balança comercial, o que é um sinal positivo.
7. Cenário Internacional
- Fed e juros:
- O Fed pode elevar as taxas de juros mais rapidamente do que o mercado espera.
- Isso pode impactar negativamente o fluxo de recursos para os países emergentes.
- Política externa:
- As condições financeiras globais continuam expansionistas, favorecendo a recuperação da economia brasileira.
8. Observatório Político
- Forças de conciliação:
- Movimentos sociais buscam moderar o ritmo da Lava-Jato, mas não revogar as investigações.
- Muitos dos participantes dessas forças contribuíram para a democratização do Brasil.
9. Consumo e Massa Salarial
- Modelo de consumo:
- O modelo considera saques do FGTS como uma fonte relevante de renda, explicando a recuperação do consumo.
- O consumo das famílias cresceu em 1,3% (TsT), com contribuição do FGTS (0,7% do PIB).
10. Conclusão
- A economia brasileira está em recuperação gradual, com menos incertezas em relação ao futuro.
- A confiança dos agentes econômicos está se fortalecendo, mas ainda há risco de choques que podem afetar o crescimento.
- A política fiscal e a reforma da Previdência continuam sendo temas de debate.
- O clima e a situção energética são fatores críticos para a estabilidade da economia no curto prazo.
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