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报告摘要
Resumo do Documento: O Brasil e a Piora do Clima Econômico na América Latina (Janeiro a Abril de 2019)
Core Content
O documento apresenta uma análise do Indicador Ifo/FGV de Clima Econômico da América Latina referente aos meses de janeiro e abril de 2019, destacando a piora do clima econômico na região e a influência do Brasil e do México nesse cenário. Além disso, apresenta dados sobre os principais problemas que limitam o crescimento econômico e a metodologia utilizada para coletar as informações.
Main Points
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Indicador Ifo/FGV (ICE):
- O ICE da América Latina recuou de 9,1 pontos negativos para 21,1 pontos negativos entre janeiro e abril de 2019.
- A piora do indicador foi influenciada pela queda tanto do Indicador da Situação Atual (ISA) quanto do Indicador de Expectativas (IE).
- O Indicador de Expectativas (IE) caiu 15,8 pontos, indo de 25,0 para 9,2 pontos negativos.
- O Indicador da Situação Atual (ISA) recuou 9,0 pontos, mantendo-se negativo.
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Brasil e México:
- O Brasil foi o principal país responsável pela piora do ICE da região, recuando de 3,6 pontos positivos para 21,1 pontos negativos.
- O México também contribuiu para a queda, mas menos intensamente que o Brasil, passando de 41,9 pontos negativos para 43,7 pontos negativos.
- Os indicadores são ponderados pela participação do PIB de cada país na região, com o Brasil representando 38% e o México 28% do total.
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Clima Econômico Mundial:
- O Índice de Clima Econômico Mundial (ICE) melhorou em abril de 2019, o que contradiz a tendência de sempre estar acima do ICE da América Latina.
- A melhora global foi impulsionada pelas expectativas positivas e pela pequena piora na avaliação da situação atual.
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Clima Econômico dos Países da América Latina:
- Paraguai e Colômbia registraram melhoras, enquanto o Brasil, México e Argentina tiveram pioras.
- O Brasil ocupou a 6ª posição no ranking de clima econômico da região em abril de 2019, piorando em relação ao mês anterior.
- O Brasil foi o segundo país com o pior clima econômico na América Latina, com -24,3 pontos, seguido da Argentina com -42,2 pontos.
Key Information
Principais Problemas que Limitam o Crescimento Econômico (Abril/2019)
- Corrupção (85,0% dos especialistas) – o principal problema.
- Infraestrutura inadequada (84,5%) – segundo problema.
- Falta de inovação (84,0%) – terceiro problema.
- Outros problemas relevantes incluem:
- Falta de confiança na política econômica (66,6%)
- Aumento das desigualdades de renda (64,9%)
- Falta de competitividade internacional (63,4%)
- Barreiras legais e administrativas para os investidores (63,3%)
- Falta de mão de obra qualificada (61,1%)
- Demanda insuficiente (60,7%)
Análise dos Indicadores por País
- Brasil:
- ISA recuou 19,0 pontos, ficando em -75,0 pontos.
- IE caiu 31,7 pontos, indo de 88,0 para 56,3 pontos negativos.
- México:
- ISA recuou 9,0 pontos, ficando em -33,3 pontos.
- IE caiu 15,0 pontos, indo de -53,3 para -43,6 pontos negativos.
- Argentina:
- ISA recuou 30,8 pontos, indo de -78,6 para -92,3 pontos negativos.
- IE caiu 35,7 pontos, indo de 28,6 para 0,0 pontos negativos.
- Chile:
- ISA recuou 18,2 pontos, ficando em -70,0 pontos.
- IE caiu 30,0 pontos, indo de -30,0 para -53,3 pontos negativos.
- Venezuela:
- Continuou com o pior desempenho, com -100,0 pontos em todos os indicadores.
Metodologia da Pesquisa
- A pesquisa é realizada trimestralmente com especialistas econômicos em 15 países da América Latina.
- Em abril de 2019, foram consultados 118 especialistas.
- Os indicadores são calculados com base no saldo de respostas (favoráveis e desfavoráveis) dos especialistas.
- A partir de 2018, os indicadores são ponderados pelo PIB PPP (Poder de Compra) em vez do comércio.
- A escala dos indicadores varia de -100 a +100, com zero sendo o ponto de inflexão.
Conclusão
O clima econômico da América Latina piorou significativamente entre janeiro e abril de 2019, com o Brasil e o México sendo os principais responsáveis pela queda. A região continua a enfrentar desafios estruturais como corrupção, infraestrutura inadequada e falta de inovação. Apesar disso, o clima econômico global melhorou, o que pode indicar uma certa estabilidade em comparação com a América Latina.
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